Nova operação da PF mira mais um operador de Cabral

A Polícia Federal faz na manhã desta quinta-feira mais uma operação que é um desmembramento das operações Calicute e Eficiência, que prenderam o ex-governador Ségio Cabral e o empresário Eike Batista; um dos alvos da operação é o agente fazendário Ary Ferreira da Costa Filho, da Receita estadual, conhecido por "Sombra"; o servidor teve a prisão preventiva decretada; os policiais estão na casa dele, em um prédio de luxo na Barra da Tijuca, e também fazem busca e apreensão em outros oito endereços

Polícia Federal
Polícia Federal (Foto: Giuliana Miranda)

Rio 247 - A Polícia Federal faz na manhã desta quinta-feira mais uma operação que é um desmembramento das operações Calicute e Eficiência, que prenderam o ex-governador Sérgio Cabral e o empresário Eike Batista. Um dos alvos da operação é o agente fazendário Ary Ferreira da Costa Filho, da Receita estadual, conhecido por "Sombra". O servidor teve a prisão preventiva decretada. Os policiais estão na casa dele, em um prédio de luxo na Barra da Tijuca, e também fazem busca e apreensão em outros oito endereços.

As informações são de reportagem de Chico Otávio em O Globo.

"Pelo menos três imóveis e uma empresa ligam o agente fazendário Ary Ferreira da Costa Filho aos empresários favorecidos pelo esquema de benefícios e blindagem fiscal montado pelo casal Sérgio Cabral e Adriana Ancelmo.

Parentes de Ary, incluindo o agente de tributos, ocupam três apartamentos na Avenida Lúcio Costa, na Barra, pertencentes a firmas ligadas ao empresário Adriano Monteiro Martins, chefe do clã que comanda uma rede de concessionárias de veículos no Rio. A força-tarefa encontrou ainda outros sete imóveis ligados a Ary. 

A denúncia da Calicute foi encaminhada à Justiça no dia 5 de dezembro. No dia seguinte, Ary pediu exoneração do cargo de assessor especial do gabinete do governador Luiz Fernando Pezão. Ele ocupava a função desde o início do governo do amigo Sergio Cabral, em 2007, só permanecendo fora do Palácio Guanabara por três meses (de 6 de julho a 4 de outubro de 2010, quando exonerou-se pela primeira vez, para ser renomeado em seguida).

Ary entrou no serviço público em 1980 (provavelmente para atuar no programa "seu carnê vale milhões", sem ter prestado concurso público). Em 1987, foi promovido ao cargo de agente de Fazenda."

A defesa da empresa Creações, que havia sido citada nessa matéria e chegou a ser alvo da Operação Calicute, mas ficou fora da sentença, enviou o seguinte esclarecimento ao 247:

A empresa CREACAO OPCAO é uma empresa familiar do ramo têxtil, com mais de quarenta anos no mercado, sem qualquer relação com a administração pública. A empresa pauta seus negócios dentro da mais absoluta lisura e respeito com seus funcionários, colaboradores e as instituições públicas e reguladoras, sendo hoje referência no município de Petrópolis, onde além de proporcionar centenas de empregos diretos e indiretos à população local, presta ainda relevantes serviços sociais, rechaçando assim, qualquer envolvimento nos fatos noticiados.

Quanto ao Contrato com a empresa OBJETIVA GESTÃO E COMUNICAÇÃO ESTRATÉGICA, do ex-Governador SERGIO CABRAL, este se deu mais de um ano após ele não ocupar mais cargo público algum, com normal prestação de serviços com resultados comprovados. Não tendo, portanto, tal negócio nenhuma vinculação ilícita, sendo certo que a OBJETIVA mantinha contratos nos mesmos moldes com muitas outras empresas.

Quanto ao Contrato com a empresa TRANSEXPERT – VIGILÂNCIA E TRANSPORTE DE VALORES LTDA demonstrou-se, igualmente, a regularidade e licitude dos valores em custódia, originados de recolhimento de vendas nas diversas lojas que mantém nos Shoppings do Rio de Janeiro. Estes valores também eram recolhidos por outras empresas de valores nos mesmos moldes, já que a Empresa OPÇÃO trabalhava com várias empresas de transportes de valores, sendo a TRANEXPERT apenas uma delas. E tudo respaldado por Contratos e dentro das regras de mercado.

Todo o exposto foi devidamente esclarecido junto a POLICIA FEDERAL, por depoimento e documentos acostados, e por tal razão o empresário GUSTAVO MOHAMMAD sequer foi denunciando ou mesmo indiciado pela Policia Federal, na denominada Operação CALICUTE ou qualquer outra.

Foram feitas duas AUDITORIAS por empresa especializada e conceituada no mercado, a LMPG AUDITORES E CONSULTORES, que atestou a regularidade e licitude dos negócios mantidos com ambas as empresas, TRANSEXPERT e OBJETIVA.

Em anexo a esta consulta juntamos nossa petição esclarecendo os fatos junto a Policia Federal, o Relatório Final da Policia Federal, Denúncia e recente Sentença da Operação CALICUTE, além de CERTIDÕES NEGATIVAS DA POLICIA FEDERAL E DA JUSTIÇA FEDERAL, ambas NADA CONSTA, demonstrando que GUSTAVO MOHAMMAD não foi indiciado, denunciado ou sequer citado na Sentença final já prolatada, sendo que eventuais notícias que possam surgir não condizem com a verdade e causam sérios problemas de imagem e na reputação ilibada da empresa e seus sócios.

Att,

Carlo Huberth Luchione
Adv. OAB/RJ 47.698

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