"O Rio é a segunda capital mais gordinha do país"

Afirmação é do secretário estadual de Saúde, Sérgio Côrtes; taxa de sobrepeso na população da cidade do Rio de Janeiro é maior que a média nacional, chegando a 49,6%; na capital fluminense, 16,5% da população sofre de obesidade; Estado busca agora combater doença com educação

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Stephania Mello_247 – “O Rio é a segunda capital mais gordinha do país", revelou o secretário estadual de Saúde, Sérgio Côrtes, durante evento Encontros O Globo – Saúde e Bem-Estar, na noite da última quarta-feira (16), na Casa do Saber, na Lagoa, Zona Sul do Rio. O Estado possui programa que tenta combater a obesidade mórbida por meio de cirurgias bariátricas, popularmente conhecidas como cirurgias de redução do estômago, desde dezembro de 2010. Em 2012 foram realizadas 300 cirurgias. Agora, o caminho a ser seguido pela secretaria estadual é o combate à doença pela educação da população que está acima do peso.

"Os principais fatores de doenças cardiovasculares estão associados à obesidade. Isso sem falar de diabetes e problemas renais, entre outros. O problema atinge, sobretudo, as classes C e D pelo acesso fácil de alimentos de má qualidade e pela dificuldade de armazenamento de frutas, legumes e verduras. A maior intervenção que temos que fazer é na educação” afirmou

Metade da população do Rio está acima do peso, revelou Côrtes. “No país, esta proporção avançou de 42,7%, em 2006, para 48,5%, em 2011, segundo estudo recente do Ministério da Saúde. No mesmo período, o percentual de obesos subiu de 11,4% para 15,8% em todo país.”, explicou o secretário.

A taxa de sobrepeso na população da cidade do Rio de Janeiro é ainda maior que a média nacional, chegando a 49,6%. Na capital fluminense, 16,5% da população sofre de obesidade. O Estado possui um programa específico para tentar combater o mal que desencadeia outros problemas de saúde e aumenta casos graves nos hospitais.
Desde dezembro de 2010 o Programa Estadual de Obesidade funciona no Hospital Estadual Carlos Chagas (HECC), sob a coordenação do médico Cid Pitombo, mestre e doutor em cirurgia e membro do Comitê de Educação Continuada da Sociedade Americana de Cirurgia Bariátrica. 

Um pouco mais de um ano e meio, 600 pessoas foram atendidas dentro do programa estadual. Côrtes afirma delas 298 tiveram suas vidas completamente alteradas por conta da cirurgia bariátrica, uma das alternativas para quem tem obesidade mórbida.

A meta para 2012 era chegar às 300 cirurgias bariátricas no Estado, mas essa marca será atingida nos próximos dias e anuncia recorde de atendimentos em todo o ano. O Rio de Janeiro é o único estado do país a possuir uma unidade de saúde com tomógrafo computadorizado para obesos. O equipamento está instalado no Hospital Estadual Carlos chagas (HECC),em Marechal Hermes, Zona Oeste do Rio.

 

O Rio de Janeiro tem o primeiro programa com a totalidade das cirurgias bariátricas feitas exclusivamente por vídeolaparoscopia. A utilização da técnica apresenta diversas vantagens na comparação com as técnicas convencionais: reduz o tempo de cirurgia e anestesia; menor incidência de complicações imediatas ou no pós-operatório; retorno mais rápido às atividades cotidianas e ao trabalho e resultado estético superior aos das técnicas convencionais. Além disso, a técnica - feita através de pequenos furos, nos quais são introduzidos uma microcâmera e micropinças - apresenta menos de 1% de mortalidade em grupos operados.

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