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Órgão estadual rejeita tombamento do Complexo do Ibirapuera e abre caminho para privatização

O Complexo do Ibirapuera poderá dar lugar a uma arena multiuso, um shopping center e uma torre comercial

Órgão estadual rejeita tombamento do Complexo do Ibirapuera e abre caminho para privatização (Foto: Amanda Perobelli/Reuters)

247 - O Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico (Condephaat), órgão estadual que viabiliza tombamento de imóveis e outros bens de São Paulo, rejeitou nesta terça-feira (1) a abertura de um processo de tombamento do Complexo do Ibirapuera (Complexo Desportivo Constâncio Vaz Guimarães), de acordo com o Estado de S. Paulo.

Com a decisão, a área fica sujeita à privatização, podendo ser amplamente reformulada.

Em edital de privatização do Ibirapuera, está prevista a substituição da pista de atletismo por uma arena multiuso com capacidade para 20 mil pessoas, a transformação do Ginásio do Ibirapuera em um shopping center e a construção de uma torre comercial anexa a um hotel no lugar do complexo aquático.

A expectativa é que a empresa que administrará o local seja escolhida em fevereiro de 2021.

O governo do estado afirma que tem déficit de R$ 10 milhões por ano com a manutenção do Ibirapuera, já que gasta R$ 15 milhões com o local e arrecada apenas R$ 5 milhões.