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Petroleiros chamam Serra de "entreguista"

Movimentos que representam trabalhadores do setor do petróleo realizaram um ato nesta terça-feira 23 na entrada do Centro de Convenções de Macaé (RJ), durante a abertura da 8ª Edição da Feira Brasil Offshore, interrompendo a fala do senador José Serra (PSDB-SP) com discurso em defesa da Petrobras; o tucano é autor de um projeto que retira a obrigatoriedade da estatal de ter participação em todos os negócios na exploração do pré-sal

Movimentos que representam trabalhadores do setor do petróleo realizaram um ato nesta terça-feira 23 na entrada do Centro de Convenções de Macaé (RJ), durante a abertura da 8ª Edição da Feira Brasil Offshore, interrompendo a fala do senador José Serra (PSDB-SP) com discurso em defesa da Petrobras; o tucano é autor de um projeto que retira a obrigatoriedade da estatal de ter participação em todos os negócios na exploração do pré-sal (Foto: Gisele Federicce)

Rio 247 – Movimentos que representam os petroleiros realizaram na tarde desta terça-feira 23 uma manifestação contra o Projeto de Lei do Senado (131/15) que tira da Petrobrás o controle da operação e mínimo de 30% de participação em áreas futuramente concedidas do pré-sal, de autoria do senador José Serra (PSDB-SP). Participaram do ato a Federação Única dos Petroleiros, o Sindicato dos Petroleiros do Norte Fluminense e outros movimentos sociais.

O protesto foi realizado na entrada do Centro de Convenções de Macaé (RJ), durante a abertura da 8ª Edição da Feira Brasil Offshore. Os petroleiros ocuparam o local do evento e interromperam a fala de Serra com discursos em defesa da Petrobrás.

De acordo com a FUP, antes do primeiro painel que seria realizado com a presença do tucano, houve empurra-empurra e sindicalistas foram agredidos por seguranças e policiais. Os trabalhadores estenderam faixas em defesa da estatal. Em uma delas, a categoria chamava Serra de "entreguista".

O senador respondeu aos trabalhadores com declarações como "Nessas horas, tenho saudades do FMI", "Em 68 era melhor" e "Para que uma refinaria no Maranhão?", de acordo com os movimentos. Os manifestantes classificaram o discurso do senador de "posição conservadora e autoritária".