Pezão aumentará o efetivo policial na zona oeste
Governador Luiz Fernando Pezão afirmou que a região da zona oeste do Rio de Janeiro contará com maior número de casas financiadas pelo Programa Minha Casa, Minha Vida, do governo federal; a região é dominada por milicianos e a intenção do governo é promover políticas afirmativas para combater o crime organizado, além de aumentar o efetivo policial; de acordo com Pezão é necessário combater a milícia e a população será surpreendida com grandes operações previstas no combate ao crime
Da Agência Brasil
A região da zona oeste do Rio de Janeiro contará com maior número de casas financiadas pelo Programa Minha Casa, Minha Vida, do governo federal. A afirmação foi feita hoje (15) pelo governador Luiz Fernando Pezão na abertura do Feirão da Casa Própria da Caixa Econômica Federal.
A zona oeste é uma região dominada por milicianos e a intenção do governo do estado é promover políticas afirmativas para combater o crime organizado, além de aumentar o efetivo policial. De acordo com Pezão é necessário combater a milícia e a população será surpreendida com grandes operações previstas no combate ao crime.
"Não tem Minha Casa, Minha Vida só na zona oeste. Tem na região central, em Triagem, Manguinhos, no Complexo do Alemão, que nós construímos junto com a prefeitura e com o governo federal. Essa semana a gente fez uma grande operação na zona oeste e prendemos diversos líderes da milícia”, ressaltou o governador.
Pezão acrescentou que o governo do Rio continuará combatendo o crime organizado e investindo em tecnologia. “Estamos vendo o deslocamento da mancha criminal e estamos pegando os líderes. Estamos montando uma grande força de inteligência junto com o governo federal, a Polícia Civil, Polícia Militar e com a Força Nacional de Segurança", disse.
Leia abaixo matéria da Agência Brasil sobre a posição do governador acerca do protesto zona central do Rio:
O governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão, disse hoje (15) que a manifestação no Bairro do Estácio, nas proximidades do acesso ao Morro do São Carlos, zona central do Rio, foi uma reação do narcotráfico à política de ocupação adotada no estado. Na manhã desta sexta-feira, um grupo de pessoas do Morro de São Carlos ateou fogo em dois ônibus e incendiou pneus nas imediações da comunidade.
“O ônibus queimado no centro é uma reação do tráfico. Nós acompanhamos Japeri e Queimados, nós ocupamos e estamos com operações no Chapadão [na zona norte] e [em] toda aquela região. Os bandidos se deslocaram e alguns já foram pegos”, disse Pezão.
Perguntado sobre a fragilidade na segurança em regiões que já contam com unidades de Polícia Pacificadora (UPPs), como a Comunidade do São Carlos, Pezão ressaltou que a solução para os recentes episódios de violência é contratar mais policiais. Ele acrescentou que, apesar da crise financeira, o governo do Rio de Janeiro continua investindo em segurança e contratou, nos últimos três meses, cerca de 1,5 mil policiais militares além de treinar 750 policiais civis, que em breve também serão contratados.
“As pessoas ainda não entenderam que eu não posso gastar o que o estado não arrecada. Claro que o recurso nunca entra na velocidade que a gente quer, mas não deixamos de contratar policiais. Também não deixamos de pagar premiação dos batalhões e das delegacias que cumpriram suas metas”, disse o governador. Segundo ele, foram distribuídos R$ 61 milhões em prêmios no primeiro trimestre deste ano. “Não vai faltar dinheiro para a segurança pública e para nenhuma política pública”, afirmou.
Os moradores da comunidade desceram o morro pela manhã, munidos de paus e pedras, interditaram parcialmente a avenida e atearam fogo em pneus e dois ônibus. Policiais do 4º Batalhão da Polícia Militar de São Cristóvão e do Batalhão de Choque foram deslocados para a região. A confusão ocorreu por volta das 9h30. A polícia, na tentativa de conter os manifestantes, atirou bombas de efeito moral e de gás lacrimogêneo.
A avenida foi interditada nos dois sentidos e o trânsito ficou parado na região. A confusão envolvendo os morros da região central do Rio teve início na semana passada, quando traficantes do Morro da Fallet tentaram tomar os pontos de drogas do Morro da Coroa, resultando na morte de oito pessoas.
Um levantamento feito pelo Rio Ônibus, sindicato das empresas de ônibus da Cidade do Rio de Janeiro, mostra que em 2015 sete veículos foram destruídos por incêndios criminosos na capital. Nos últimos 12 meses, ocorreram 19 casos.