PF cumpre prisão por vazamento de dados sigilosos no RJ
Terceira fase da Operação Unha e Carne III cumpre prisão e busca em Teresópolis após vazamento que teria obstruído investigação ligada à Operação Zargun
247 - A Polícia Federal deflagrou, nesta sexta-feira (27), a terceira fase da Operação Unha e Carne III, com o objetivo de apurar o vazamento de informações sigilosas no estado do Rio de Janeiro. A ação teve como foco o cumprimento de um mandado de prisão preventiva e de um mandado de busca e apreensão no município de Teresópolis, na Região Serrana fluminense.
Segundo informações divulgadas pela própria Polícia Federal, as ordens judiciais foram expedidas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no âmbito das investigações em curso. A ofensiva é mais um desdobramento de apurações que buscam identificar responsáveis por comprometer investigações sensíveis envolvendo organizações criminosas.
O investigado é suspeito de ter vazado informações sigilosas, o que teria resultado na obstrução de uma investigação conduzida pela PF no contexto da Operação Zargun, deflagrada em setembro de 2025. O caso é considerado grave pelas autoridades por envolver interferência direta em procedimentos de inteligência e persecução penal.
Após ser detido, o homem foi encaminhado à Superintendência Regional da Polícia Federal no Rio de Janeiro, onde foram realizados os procedimentos formais relacionados ao cumprimento da prisão. Em seguida, ele deverá ser transferido para o sistema prisional do estado, onde permanecerá à disposição da Justiça.
A Polícia Federal destacou que a operação está inserida no contexto de determinações do STF no julgamento da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 635, conhecida como ADPF das Favelas. A decisão da Corte estabeleceu, entre outras medidas, que a PF conduzisse investigações sobre a atuação de grupos criminosos violentos no estado do Rio de Janeiro, bem como suas eventuais conexões com agentes públicos.
Com a nova fase da Operação Unha e Carne, a corporação reforça o esforço para coibir vazamentos ilegais e garantir a integridade de investigações estratégicas no combate ao crime organizado.