PF pede acesso a ação sobre entregas de R$ 7,8 mi da Odebrecht à campanha de Alckmin

Áudios de ligações telefônicas e mensagens apontam supostas entregas de dinheiro do doleiro Álvaro José Novis, usado pela empreiteira para pagamento de propinas. De acordo com os diálogos, Sebastião Eduardo Alves de Castro, ex-assessor da Secretaria de Planejamento do governo Alckmin, seria o intermediário para receber as remessas da empreiteira

PF pede acesso a ação com telefonema sobre entregas da Odebrecht à campanha de Alckmin
PF pede acesso a ação com telefonema sobre entregas da Odebrecht à campanha de Alckmin
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247 - O delegado da Polícia Federal Milton Fornazari pediu ao promotor Ricardo Manuel Castro, do Judiciário de São Paulo, o compartilhamento de provas de uma ação civil pública contra o ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB) por supostos R$ 7,8 milhões da Oderecht, em caixa dois, para a campanha eleitoral dele 2014. Castro pediu à juíza Luiza Barros Rozas Verotti, da 13.ª Vara da Fazenda Pública da Capital, que os documentos sejam enviados à PF.

Áudios de ligações telefônicas e mensagens apontam supostas entregas de dinheiro do doleiro Álvaro José Novis, usado pela empreiteira para pagamento de propinas. De acordo com os diálogos, Sebastião Eduardo Alves de Castro, ex-assessor da Secretaria de Planejamento do governo Alckmin, seria o intermediário para receber as remessas da empreiteira. Os relatos foram publicados no blog do Fausto Macedo

À época em que a ação foi oferecida em 2018, Alckmin se pronunciou:

1- A campanha e o candidato tomaram conhecimento do fato pela imprensa, como tem sido usual nesse caso. Não apenas do fato, mas, também, da reprovável manifestação que o promotor pretendia fazer, a um mês das eleições, o anúncio da abertura da ação ‘contando com a presença do maior número de colegas’.

2- Para além do barulho almejado pelo promotor, não há fato novo, apenas uma conclusão equivocada e um comportamento inusual. O promotor, inexplicavelmente, sugere algo que não existe e que jamais alguém tenha sequer cogitado, nem mesmo os ditos delatores. Nunca houve qualquer relação com atos de governo. A conclusão do promotor desafia a decisão do STJ, o entendimento consolidado do MP Federal, sendo notória a sua fragilidade técnica, irregularidade e ilegalidade.

3- Causa preocupação que o promotor responsável pela peça, conforme noticiado pela imprensa, tenha buscado engajar colegas da instituição em uma espécie de desagravo público. Transformar as ações do Ministério Público em atos políticos não é compatível com o estado de normalidade democrática que vivemos hoje no Brasil. Ao contrário das campanhas adversárias, sempre nos posicionamos em absoluta defesa do Ministério Público e da Polícia Federal, que têm feito um trabalho importantíssimo no combate à corrupção. Entretanto, ações isoladas como a de hoje ferem a tradição do Ministério Público e prejudicam o devido esclarecimento do caso.

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