PF tem indícios de propina a Pezão e secretários

A Polícia Federal encontrou anotações que seriam uma espécie de contabilidade da propina do esquema comandado pelo ex-governador Sérgio Cabral (PMDB-RJ), hoje preso; homem da estrita confiança do atual governador, Luiz Fernando Pezão (PMDB), o secretário de Governo do Rio, Affonso Monnerat, aparece em anotações encontradas na casa de Luiz Carlos Bezerra, apontado como operador no esquema de Cabral

Luiz Fernando Pezão e Sérgio Cabral
Luiz Fernando Pezão e Sérgio Cabral (Foto: Giuliana Miranda)

247 - Homem da estrita confiança do governador Luiz Fernando Pezão (PMDB), o secretário de Governo do Rio, Affonso Monnerat, aparece em anotações encontradas na casa de Luiz Carlos Bezerra, apontado como operador no esquema que, segundo o Ministério Público Federal (MPF), era comandado pelo ex-governador Sérgio Cabral (PMDB), hoje preso. Os investigadores afirmam que se trata de uma espécie de contabilidade da propina.

De acordo com investigadores, a inscrição “Monerá” nas anotações de Bezerra diz respeito ao secretário de Pezão. Nos papéis, “Monerá” está relacionado a anotações de “20.000”, o que significa R$ 20 mil. Segundo relatório da Polícia Federal, é uma possível referência ao repasse de propina ao secretário.

Em algumas dessas páginas do caderno de Bezerra, a citação a Monnerat aparece logo abaixo da palavra “Pé”, que seria uma alusão a Pezão. A citação ao governador consta em quatro folhas ao lado do número “140.000”, o que significa R$ 140 mil segundo os investigadores. Ao desvendar o nome do secretário nas anotações, nas quais aparece por ao menos seis vezes, a PF soma mais um problema à já delicada situação de Pezão.

Affonso Monnerat foi levado coercitivamente para depor na Operação O Quinto do Ouro, a mesma em que foram presos cinco conselheiros do Tribunal de Contas do Estado do Rio (TCE-RJ), em abril deste ano. Ele foi citado na delação do ex-presidente do tribunal Jonas Lopes, que disse que se encontrou com Pezão no Palácio Guanabara para saber quem seria o interlocutor do governo para os repasses ao TCE-RJ. Segundo o ex-conselheiro, o governador deu o nome de Monnerat. O secretário de Governo afirmou à época que desconhecia o teor das investigações e não iria comentá-las.

As informações são de reportagem de Juliana Castro em O Globo.

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