Picciani pede licença da Alerj até fevereiro de 2018

Presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), Jorge Picciani (PMDB), entrará em licença não remunerada a partir da próxima terça-feira (21) e só deverá retornar ao cargo em fevereiro de 2018; Picciani, que foi alvo da Operação Cadeia Velha, uma das etapas da Lava Jato,manterá o foro privilegiado, conforme nota divulgada pela Alerj; parlamentar deverá utilizar o período de licença para se dedicar à sua defesa

Jorge Picciani 
Jorge Picciani  (Foto: Paulo Emílio)
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Rio 247 - O presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), Jorge Picciani (PMDB), entrará em licença não remunerada a partir da próxima terça-feira (21) e só deverá retornar ao cargo em 2018. Picciani, que foi alvo da Operação Cadeia Velha, uma das etapas da Lava Jato, deflagrada na semana passada pela Polícia Federal, manterá o foro privilegiado, conforme nota divulgada pela Alerj. Picciani deverá utilizar o período de licença para se dedicar à sua defesa.

Picciani, juntamente com os também deputados Paulo Melo e Edson Albertassi, ambos do PMDB, são acusados de receber propina para favorecer empresas do setor de transporte público e construtoras, em troca de apoio no Poder Legislativo estadual.

Além da prisão, que foi revogada por uma da Alerj, o Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2), determinou o bloqueio de R$ 271 milhões dos parlamentares e de outros dez suspeitos de envolvimento no esquema, além de 34 empresas.

Leia a íntegra da nota da Alerj.

O presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), deputado Jorge Picciani (PMDB), comunica que vai tirar licença de suas atividades parlamentares a partir desta terça-feira (21/11), e só deverá retornar à Alerj em fevereiro de 2018, após o recesso de janeiro.

A razão imediata é o fato de querer se dedicar à sua defesa e à do filho, que permanece preso, e à sobrevivência da empresa de 33 anos da família. A empresa teve a conta bloqueada pela Justiça - apesar que arcar com gastos fixos como salário de funcionários, impostos, veterinários e alimentação dos animais.

Sobre os movimentos em curso para que ele e os deputados Paulo Melo e Edson Albertassi sejam afastados do cargo, Picciani disse que aguarda a decisão com serenidade e, se for o caso, vai recorrer.

 

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