PM faz operação contra fábrica de armas em 3D no interior de São Paulo
Ação em quatro cidades do interior paulista investiga quadrilha que produzia armamentos clandestinos com impressoras 3D
247 - A Polícia Militar de São Paulo realizou, na manhã desta quinta-feira (12), uma operação para desarticular uma quadrilha suspeita de fabricar armas de fogo de forma clandestina com o uso de impressoras 3D no interior do estado. De acordo com informações publicadas pela Folha de S.Paulo, o grupo também comercializava ilegalmente os equipamentos utilizados na produção.
Durante a ação, os agentes apreenderam um arsenal ligado aos investigados, incluindo armas já montadas e diversos materiais utilizados na fabricação dos armamentos. A corporação, no entanto, não informou até o momento se houve prisões durante a operação.
As investigações apontam que os suspeitos utilizavam tecnologia de impressão 3D e outros equipamentos para produzir peças e acessórios de armas de fogo de maneira ilegal. Entre os itens apreendidos estão carregadores, canos, coronhas e componentes de rifles e pistolas, além de munições organizadas em fileiras. Parte desse material foi exposta sobre uma mesa branca durante o registro da operação.
A ofensiva foi realizada em conjunto pela Polícia Militar e pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), órgão do Ministério Público de São Paulo. O objetivo foi cumprir mandados de prisão e de busca e apreensão contra pessoas suspeitas de integrar o esquema.
As diligências ocorreram em quatro cidades do interior paulista: Piracicaba, Rio das Pedras, Saltinho e Tambaú. Durante as buscas, os policiais localizaram armas de fogo, peças e equipamentos utilizados na produção clandestina de armamentos. A contagem detalhada de todo o material apreendido ainda está em andamento.
Casos semelhantes já foram registrados no estado. Em agosto do ano passado, uma operação conduzida pela Polícia Federal em parceria com a Polícia Militar descobriu uma fábrica clandestina de fuzis do tipo AR-15 em Santa Bárbara d’Oeste.
Segundo as investigações daquele caso, o local funcionava sob a fachada de uma empresa que afirmava produzir peças aeronáuticas. Na prática, porém, o espaço era utilizado exclusivamente para a fabricação de armamentos. Na ocasião, cerca de 80 armas foram apreendidas e duas pessoas acabaram presas pelas autoridades.