PM vai à casa e ao trabalho de professor exigir fim do ato contra Bolsonaro

"Na minha casa só estava a minha esposa, e o capitão colocou a ela que estava ali para solicitar o cancelamento ou a troca do ato para outro dia, e queria que fosse feito de imediato", contou o coordenador da subsede da Apeoesp Bauru, Marcos Rogério Jesus Chagas

Polícia Militar de São Paulo
Polícia Militar de São Paulo (Foto: Divulgação)
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247 - Um capitão da Polícia Militar de São Paulo (PM-SP), identificado como Thiago, foi à residência do coordenador da subsede da Apeoesp Bauru, Marcos Rogério Jesus Chagas, para desmarcar ou modificar o ato contra Jair Bolsonaro, agendado na cidade para  dia 7 de setembro. Os relatos foram publicados em reportagem da revista Carta Capital.

"Na minha casa só estava a minha esposa, e o capitão colocou a ela que estava ali para solicitar o cancelamento ou a troca do ato para outro dia, e queria que fosse feito de imediato", contou.

O capitão se dirigiu à escola onde Marcos trabalha como professor, na Escola Estadual Stela Machado, e pediu à direção da unidade que o retirasse da sala de aula para uma conversa.

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"Primeiro ele solicitou o cancelamento do ato, depois pediu a mudança. Expliquei a ele que não era o organizador, que não tinha como tomar essa decisão, que era algo definido por entidades, organizações e partidos, e ainda assim ele insistiu alegando que já tinha uma manifestação marcada para data" relatou Marcos. 

De acordo com o dirigente da Apeoesp, o sindicato não tomou conhecimento de nenhum chamado oficial pró-Bolsonaro na cidade e que o PM também não apresentou material para comprovar algum agendamento prévio do ato na Praça Vitória Regia.

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A conversa terminou com o PM dando um prazo máximo ao coordenador para que a troca fosse feita até o meio dia da quinta-feira.

"Na minha casa, entendemos que o policial chegou até a cometer um ato falho ao dizer para a minha esposa que o ato não poderia acontecer porque ‘a gente’ [a polícia] estaria organizando um ato. Depois, ele se corrigiu e disse que a PM acompanharia a manifestação", disse. "Assustaram a minha esposa, me constrangeram no meu local de trabalho. Poderiam ter enviado uma intimação ao sindicato, outro tipo de abordagem", acrescentou.

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Ficou decidida a mudança do local do ato, que será em frente à Câmara Municipal da cidade. "Fizemos por questão de segurança", disse o coordenador, que ainda não entendeu se a ação se tratou de uma ação individual do policial ou se houve registro oficial da ação pela corporação.

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