Polícia Civil recupera 8 das 21 metralhadoras furtadas do Exército em São Paulo
Também nesta quinta, Exército identificou suspeitos do furto
247 - Autoridades conseguiram recuperar nesta quinta-feira (19) oito das 21 metralhadoras do Exército que haviam sido furtadas do Arsenal de Guerra do Quartel em Barueri, São Paulo. A apreensão das armas, incluindo quatro metralhadoras ponto 50 e oito MAGs calibre 7,62, foi realizada pela equipe da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE) da Polícia Civil do Rio de Janeiro, na região da Gardênia Azul, Zona Oeste do Rio. Embora o furto tenha sido descoberto em 10 de outubro, informações indicam que as 13 metralhadoras ponto 50 e as 8 MAGs foram roubadas do Exército durante o feriado de 7 de setembro, segundo o g1. O Exército já identificou suspeitos envolvidos no crime.
A Polícia Civil do Rio de Janeiro interceptou um vídeo que mostrava quatro dessas armas sendo oferecidas a membros do tráfico vinculados ao Comando Vermelho (CV), e essa informação foi prontamente comunicada à inteligência militar. As investigações revelaram que parte desse arsenal foi adquirida após ser oferecida em quatro favelas controladas pelo Comando Vermelho: Nova Holanda, no Complexo da Maré; Vila Cruzeiro, no Complexo da Penha; Rocinha e Cidade de Deus. As armas estavam supostamente destinadas a serem usadas em confrontos entre facções que têm assolado a região de Jacarepaguá nos últimos meses.
Na manhã de quarta-feira, novas informações de inteligência indicaram que estava ocorrendo uma movimentação das armas da Favela da Rocinha, em São Conrado, para a Gardênia Azul. As autoridades monitoraram o veículo envolvido, porém, optaram por não realizar uma abordagem durante o trajeto, temendo um possível confronto em um momento de trânsito intenso na cidade.
O Exército Brasileiro já identificou militares suspeitos de participação no furto de 21 metralhadoras. Segundo a coluna da jornalista Andréia Sadi, do g1, “as investigações militares estão restringindo cada vez mais o número de pessoas que podem estar envolvidas no “sumiço” das armas — e todos os militares que tinham encargo de fiscalização ou controle serão responsabilizados e cumprirão punições disciplinares”.
Ainda conforme a reportagem, os militares sob investigação receberam formulários para apresentar suas defesas, enquanto diligências adicionais são conduzidas para apurar, responsabilizar, punir e recuperar as armas desaparecidas. A expectativa do Exército é que as ações e punições disciplinares ocorram em breve.
No comunicado divulgado na última sexta-feira (13), o Exército informou o furto de 13 metralhadoras calibre .50 e 8 metralhadoras de calibre 7.62 durante uma inspeção realizada em 10 de outubro no Arsenal de Guerra em Barueri. Essas armas são conhecidas por seu poder de fogo e alcance, capazes de derrubar até aeronaves.
