Polícia indicia Ronnie Lessa, suspeito de matar Marielle, por tráfico de armas

A Delegacia Especializada em Armas, Munições e Explosivos (Desarme), do Rio, indiciou o policial reformado Ronnie Lessa por tráfico internacional de armas. Segundo as investigações, o militar, acusado de matar Marielle Franco e ex-morador do mesmo condomínio de Jair Bolsonaro, vendia armas para milicianos e quadrilhas responsáveis pela comercialização de drogas

Ronnie Lessa e Marielle Franco
Ronnie Lessa e Marielle Franco (Foto: Reprodução | Mídia NINJA)
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247, com Agência Brasil - A Delegacia Especializada em Armas, Munições e Explosivos (Desarme), do Rio de Janeiro, indiciou o policial militar reformado Ronnie Lessa por tráfico internacional de armas. Uma filha dele também foi indiciada. Lessa, que morava no mesmo condomínio de Jair Bolsonaro no Rio, está preso desde março do ano passado, acusado de matar, junto com o ex-PM Élcio de Queiroz, a vereadora Marielle Franco (PSOL) e o motorista dela, Anderson Gomes, um ano antes, no Rio.

De acordo com o delegado da Desarme, Marcus Amim, Lessa comprava, pela internet, peças de armas da China e enviava o produto para sua filha, nos Estados Unidos. Lá, segundo a polícia, a embalagem original era trocada e as peças eram exportadas ao Brasil como “peças de metal”, para enganar a fiscalização aeroportuária.

No Brasil, Lessa juntava as peças e vendia as armas para milicianos e quadrilhas responsáveis pela comercialização de drogas em comunidades. Segundo a Polícia Civil, o esquema funcionava desde 2014.

Lessa foi preso em março do ano passado, acusado de ter efetuado os disparos que mataram Marielle. Segundo as investigações, o ex-militar Élcio Vieira de Queiroz teria conduzido o carro deles dois para executar a então parlamentar em março de 2018. O primeiro é acusado de ter feito os disparos e o segundo de dirigir o carro que perseguiu a parlamentar. 

Vale ressaltar que Élcio Vieira de Queiroz, de 46 anos havia postado no Facebook uma foto ao lado de Bolsonaro, que aparece com o rosto cortado na foto. 

Assassinada pelo crime organizado, Marielle era ativista de direitos humanos e denunciava com frequencia a violência policial nas favelas, bem como a atuação de milícias na capital fluminense. Antes de ser executada, o carro dela foi perseguido por cerca de três, quatro quilômetros. Foi morta em um lugar que não tinha câmeras. 

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