Polícia Militar analisará conduta de policial no Rio

O Batalhão de Choque da PM do Rio avaliará, nesta semana, a atuação do policial que foi flagrado lançando spray de pimenta em jornalistas e manifestantes no protesto desta segunda-feira; agente foi afastado de atividades externas e será investigado por uma sindicância da Corregedoria

RIO DE JANEIRO, RJ, 19.08.2013: MANIFESTAÇÃO/RIO – Manifestantes e policiais entram em confronto na frente da Alerj - Manifestantes e integrantes do grupo Black Blocs, pessoas vestidas de preto e mascaradas, para não serem identificados pelas autoridades,
RIO DE JANEIRO, RJ, 19.08.2013: MANIFESTAÇÃO/RIO – Manifestantes e policiais entram em confronto na frente da Alerj - Manifestantes e integrantes do grupo Black Blocs, pessoas vestidas de preto e mascaradas, para não serem identificados pelas autoridades, (Foto: Leonardo Lucena)
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Vinícius Lisboa
Repórter da Agência Brasil

Rio de Janeiro – O Batalhão de Choque da Polícia Militar (PM) do Rio de Janeiro avaliará, nesta semana, a atuação do policial que foi flagrado lançando spray de pimenta em jornalistas e manifestantes no protesto de ontem (19), no Largo do Machado, zona sul da cidade. O novo comandante do batalhão, tenente-coronel Márcio Rocha, que assumiu hoje (20) o cargo, terá de apresentar aos policiais um estudo sobre os erros e acertos do PM, que foi afastado de atividades externas e será investigado por uma sindicância da Corregedoria da Polícia Militar.

"Vamos usar as imagens e analisar tudo o que aconteceu e qual deveria ser o procedimento correto. Isso vai ser feito pelo novo comandante, que está assumindo hoje e recebe esta responsabilidade com a sua tropa", disse o coordenador de Comunicação Social da PM, tenente-coronel Cláudio Costa.

O policial afastado foi filmado e fotografado lançando spray de pimenta em jornalistas que filmavam sua atuação. Depois, o PM jogou spray em uma mulher, que tentou se proteger encostando na parede, enquanto ele procurava um ponto vulnerável para atingi-la. O

PM será também avaliado por psicólogos da corporação e, após a sindicância, que tem prazo prorrogável de 30 dias, corre o risco de ser considerado inapto para a função.

"Temos de ressaltar que este é um caso isolado. Este fato, infelizmente, aconteceu. Vamos, de imediato, agir desta forma para evitar que aconteça de novo, porque não é esta a determinação do nosso comando, nem o trabalho que a polícia quer desenvolver", disse Costa.

Segundo Costa, nos últimos três meses, a Polícia Militar tem discutido as diversas formas de abordagens e mudado a forma de agir. No entanto, ressaltou, "existem vândalos, que não querem o acordo e querem quebrar e depredar, independentemente do que é feito.

Eles têm atacado a polícia e a imprensa, impedindo-a de trabalhar". O porta-voz da PM lembrou que a corporação tem apreendido coquetéis molotov e rojões com manifestantes. Ele lembrou que, em um dos protestos, um policial precisou ser hospitalizado depois de atingido por uma das bombas caseiras.

Desde o início das manifestações, em junho deste ano, a polícia vem sendo acusada pela imprensa e por manifestantes de usar força excessiva. Logo nas primeiras passeatas, o jornal americano The New York Timesdestacou, na primeira página, uma foto em que uma manifestante era atingida no rosto com spray de pimenta lançado por um PM.

No dia da maior das manifestações, que reuniu ao menos 300 mil pessoas na Avenida Presidente Vargas, policiais usaram bombas de gás lacrimogêneo na calçada do Hospital Souza Aguiar, que tem um dos maiores setores de emergência do estado, o fato que se repetiu em Laranjeiras, quando policiais usaram bombas de gás dentro da Clínica Pinheiro Machado, que fica em frente à sede do governo do estado.

Mais recentemente, um fotógrafo da agência de notícias France Presse (AFP) foi golpeado na cabeça com um cassetete. Na semana passada, policiais do Batalhão de Choque atiraram balas de borracha e bombas de gás na direção da manifestantes que se abrigavam na 9ª Delegacia de Polícia, no Catete. Um inquérito foi aberto pela Polícia Civil para investigar o caso.

Edição: Nádia Franco

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