Policial que se vitimizou nas redes apontou fuzil para jornalista durante reportagem em comunidade de Guarujá
O relato da jornalista veio à tona nesta terça, durante a exibição do Profissão Repórter
247 - A repórter Danielle Zampollo, da TV Globo, foi para a comunidade Prainha, localizada na cidade costeira do Guarujá, para ter acesso às informações sobre as mortes da Operação Escudo, que deixou 16 mortos, sendo 12 em Guarujá e 4 em Santos. No entanto, a profissional se deparou com uma situação de pânico, após um policial apontar um fuzil para ela, durante a reportagem. As informações são do G1.
A repórter relata que decidiu se apresentar ao chegar no local. “Eu sou jornalista, posso perguntar que trabalho vocês vieram fazer aqui hoje?”
O policial não respondeu. A jornalista então pegou o celular e começou a registrar a entrada dos policiais na comunidade.
Danielle falou mais uma vez: “Tô mostrando o trabalho de vocês, tá bom?". O policial começou a apontar o fuzil em direção a ela – ação que durou 17 segundos.
“Quando ele começou a apontar o fuzil pra mim, e manteve a arma apontada, eu estranhei. Achei que estivesse acontecendo alguma coisa. Olho pra trás e não tem ninguém. Só eu, numa viela estreita. Aí que eu vi que era comigo. Ele ficou 17 segundos apontando o fuzil pra mim, sem parar.”
A repórter conta que decidiu se proteger após a ação do policial.
O relato da jornalista veio à tona nesta terça, durante a exibição do Profissão Repórter. Antes disso, o policial em questão já havia gravado as cenas e criado a versão de que ele estaria sendo perseguido pela repórter. As imagens viralizaram nas redes.
