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Preso ontem, Sadala é apontado como “grande corruptor” pelo MPF

O empresário Georges Sadala Rihan, preso preventivamente ontem na Operação C'est fini (É o fim, em francês), o é apontado pela Lava-Jato no Rio como o "grande corruptor da iniciativa privada" na área de prestação de serviços do Poupa Tempo, sendo peça-chave do esquema de pilhagem do dinheiro público do Estado para enriquecimento ilícito próprio e do ex-governador Sérgio Cabral (PMDB), segundo o Ministério Público Federal (MPF)

Georges Sadala (Foto: Giuliana Miranda)
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247 - Preso preventivamente ontem na Operação C'est fini (É o fim, em francês), o empresário Georges Sadala Rihan é apontado pela Lava-Jato no Rio como o "grande corruptor da iniciativa privada" na área de prestação de serviços do Poupa Tempo, sendo peça-chave do esquema de pilhagem do dinheiro público do Estado para enriquecimento ilícito próprio e do ex-governador Sérgio Cabral (PMDB), segundo o Ministério Público Federal (MPF). A prisão dele completa o cerco aos núcleos político e empresarial de Sérgio Cabral, acusado de comandar desvios de mais de US$ 100 milhões

A Lava-Jato no Rio reuniu documentos e informações de delatores que indicam que Sadala usou diversos expedientes para repassar milhões em propina a Cabral. O dinheiro recebido do Consórcio Agiliza Rio e do Poupa Tempo por sua empresa, a Gelpar, circulou por uma intricada engenharia financeira que contou ainda com os serviços do operador Luiz Carlos Bezerra, chegando ao ex-governador por contas titularizadas no exterior, segundo o MPF.

Sadala é apontado como o integrante da organização criminosa que seria liderada por Cabral que mais recebeu ligações dele: 65 de maio de 2014 - quando o pemedebista já não governava o Rio - a março de 2016. Ele ligou para Cabral 36 vezes, totalizando 101 contatos.

As informações são de reportagem de André Guilherme Vieira e Claudia Schüffner no Valor