Professores do Rio suspendem greve após cinco meses

Professores da rede estadual de ensino do Rio de Janeiro decidiram suspender a greve e voltar às salas de aula nesta quarta (27), depois de quase cinco meses paralisados; a decisão foi tomada nesta terça (26), em assembleia da categoria, após negociação intermediada pelo líder do governo na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), deputado Edson Albertassi (PMDB)

Professores da rede estadual de ensino do Rio de Janeiro decidiram suspender a greve e voltar às salas de aula nesta quarta (27), depois de quase cinco meses paralisados; a decisão foi tomada nesta terça (26), em assembleia da categoria, após negociação intermediada pelo líder do governo na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), deputado Edson Albertassi (PMDB)
Professores da rede estadual de ensino do Rio de Janeiro decidiram suspender a greve e voltar às salas de aula nesta quarta (27), depois de quase cinco meses paralisados; a decisão foi tomada nesta terça (26), em assembleia da categoria, após negociação intermediada pelo líder do governo na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), deputado Edson Albertassi (PMDB) (Foto: Valter Lima)

Vladimir Platonow - Repórter da Agência Brasil
Os professores da rede estadual de ensino do Rio de Janeiro decidiram suspender a greve e voltar às salas de aula amanhã (27), depois de quase cinco meses paralisados. A decisão foi tomada hoje (26) em assembleia da categoria, após negociação intermediada pelo líder do governo na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), deputado Edson Albertassi (PMDB).

O coordenador-geral do Sindicato dos Profissionais de Ensino do Estado do Rio de Janeiro (SepeRJ), Marcelo Sant´Anna, considerou a greve vitoriosa, pois houve avanços na pauta de reivindicações da categoria com o governo.

“Os profissionais de educação decidiram suspender a greve e entrar em estado de greve para que o governo avance em alguns itens da nossa pauta, que ele faça a publicação de itens que faltam ser regulamentados, como a sanção do projeto de lei de 30 horas para os funcionários administrativos – incluindo os inspetores de alunos –, o enquadramento por formação, e tem que devolver os descontos dos dias do mês de junho feitos no nosso contracheque. Tivemos conquistas históricas, como a eleição para os diretores de escola”, listou Sant´Anna.

Calendário letivo

Segundo o sindicalista, é possível recuperar os dias letivos sem que haja prejuízo aos alunos e sem estender o período escolar para além do fim de 2016.

“A gente acredita que tem como recuperar [o ano letivo] e inclusive temos propostas de reposição dos dias de greve. Vamos sentar com o secretário de Educação [Wagner Victer] para afinar a proposta. Vamos debater para que não haja nenhum prejuízo ao ano letivo do aluno.”

Sant´Anna criticou a postura do governo do Rio durante os quase cinco meses de greve. Segundo ele, o estado demonstrou “desinteresse pela educação”.

“O governo em vários momentos se mostrou bastante intransigente e demonstrou que a política dele não é a educação, mas sim em investimento na Olimpíada e em isenção fiscal para empresas. O que nós conseguimos em negociação sempre foi por intermédio da Alerj”, criticou o sindicalista.

A Secretaria de Educação do Estado foi procurada, mas não se pronunciou até a publicação desta reportagem.

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