PT descarta substituição ou renúncia de Tatto

O Partido dos Trabalhadores acredita ser necessário aguardar pelo menos até o fim de outubro para Jilmar Tatto, candidato a prefeito de São Paulo, atingir dois dígitos nas pesquisas eleitorais e ser identificado com o partido e com Lula

Jilmar Tatto (PT), candidato à prefeitura de São Paulo, faz mini carreata pelo bairro de Elisa Maria
Jilmar Tatto (PT), candidato à prefeitura de São Paulo, faz mini carreata pelo bairro de Elisa Maria (Foto: Filipe Araújo/Fotos Publicas)
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247 - O Partido dos Trabalhadores manterá a candidatura de Jilmar Tatto na disputa pela Prefeitura de São Paulo. Setores do partido estariam trabalhando por uma aproximação do PT com o Psol, de Guilherme Boulos, ainda no primeiro turno. De acordo com pesquisa Ibope, divulgada nessa quinta-feira (15), Tatto subiu de 1% para 4%. No XP-Ipespe, ele se manteve em 3%.

A sigla acredita ser necessário aguardar pelo menos até o fim de outubro para Tatto atingir dois dígitos nas pesquisas e ser identificado com o partido e com Lula. "O PT vai crescer. Pode esperar", afirmou o deputado estadual José Américo, coordenador de comunicação da campanha de Tatto. O relato foi publicado pelo jornal Valor Econômico

Sob o ponto de vista técnico, a direção do PT afirmou ser inviável tirar Tatto da disputa, porque inviabilizaria a eleição da bancada de vereadores. Atualmente, o PT tem nove parlamentares. O partido correria o risco de perder tempo da propaganda eleitoral e dinheiro do fundo partidário, alertaram dirigentes. 

De acordo com as regras eleitorais vigentes, se Tatto renunciasse o PT poderia indicar outro nome da coligação, ou seja, do próprio partido. Mas uma eventual troca de Tatto pelo ex-prefeito Fernando Haddad é rejeitada. "Não abandono. Eu sou candidato do Lula, do PT", disse Tatto ao SBT. "Eu começo a subir nas pesquisas e não estou nem preocupado com isso", acrescentou. 

Os números do Ibope apontaram que Tatto está em quinto lugar, com 4% dos votos válidos. Na primeira colocação apareceu Celso Russomano (Republicanos), com 25%, seguido pelo prefeito de São Paulo, Bruno Covas (PSDB), com 22%, e pelo coordenador nacional do MTST, Guilherme Boulos, do PSOL (10%). O ex-governador Márcio França, do PSB (7%).

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