Quer visitar Angra dos Reis? saiba quanto terá que pagar em taxa para circular na região
A medida tem como objetivo reforçar o financiamento de ações de preservação ambiental e ampliar a infraestrutura turística local
247 - Angra dos Reis, um dos principais destinos turísticos do litoral do Rio de Janeiro, começou a cobrar nesta segunda-feira, 1º de junho, a Taxa de Turismo Sustentável, voltada a visitantes que acessam as ilhas do município. A medida tem como objetivo reforçar o financiamento de ações de preservação ambiental e ampliar a infraestrutura turística local.
As informações são da CNN. Segundo a Prefeitura de Angra dos Reis, a criação da taxa foi motivada pelo crescimento contínuo do fluxo de turistas na cidade, que reúne praias, áreas de preservação e 365 ilhas, entre elas a Ilha Grande, um dos pontos mais visitados da região.
A cobrança será aplicada apenas a turistas. Moradores de Angra dos Reis, familiares de residentes até o segundo grau, prestadores de serviço cadastrados, crianças de até 12 anos e pessoas com mais de 60 anos estarão isentos do pagamento, conforme as regras do programa.
A implantação da taxa será gradual. Em 2026, os visitantes pagarão metade do valor originalmente previsto. Em 2027, o desconto será reduzido para 25%. A cobrança integral começará em 2028, quando a tarifa passará a valer sem abatimento.
Pelas normas atuais, turistas que desembarcarem em Angra dos Reis para passeios de até 24 horas nas ilhas deverão pagar o valor mínimo de 5 Ufirs-RJ, equivalente a R$ 24,80. Sobre esse montante, haverá ainda uma taxa de serviço de 12% para emissão da autorização.
Para visitantes que chegam às ilhas por outros municípios, como Mangaratiba ou Conceição de Jacareí, o valor mínimo será maior. Nesses casos, a cobrança será de 9 Ufirs-RJ, o equivalente a R$ 44,64, também acrescida da taxa de serviço.
A proposta original previa cobrança de 10 Ufirs-RJ, ou R$ 49,60, para permanências de até um dia nas ilhas, além de uma Ufir-RJ adicional por dia de visitação e uma taxa administrativa. Com a implantação escalonada, os valores foram reduzidos temporariamente para o primeiro ano de funcionamento do sistema.
O pagamento deve ser feito de forma digital, por meio do portal Viva Angra. Na plataforma, os turistas precisam registrar a visita e realizar o pagamento da taxa. O sistema também permite informar hospedagens e passeios contratados, mediante apresentação de comprovantes.
Moradores e trabalhadores da região devem se cadastrar para obter uma credencial com foto, que servirá para comprovar a isenção. A prefeitura também instalou totens de atendimento em pontos estratégicos da Ilha Grande e do continente para auxiliar visitantes e residentes no processo de cadastro e pagamento.
No primeiro dia de vigência da nova cobrança, porém, o programa registrou um episódio de vandalismo. Totens do Viva Angra instalados na Vila do Abraão, principal porta de entrada da Ilha Grande, foram destruídos em um incêndio durante a madrugada desta segunda-feira.
Em nota, a Prefeitura de Angra dos Reis informou que as investigações foram iniciadas. A administração municipal afirmou que a destruição de equipamentos públicos configura crime e prejudica moradores, trabalhadores e turistas que dependem dos pontos de atendimento.
A cobrança da Taxa de Turismo Sustentável ocorre em meio ao debate sobre os impactos do turismo em áreas ambientais sensíveis. Angra dos Reis recebe grande volume de visitantes ao longo do ano, especialmente nas ilhas, onde a pressão sobre serviços públicos, transporte, saneamento, limpeza e preservação ambiental tende a aumentar em períodos de alta temporada.
Com a nova taxa, a prefeitura pretende direcionar recursos para a manutenção dos espaços turísticos e para ações voltadas à conservação ambiental. A medida também busca organizar o fluxo de visitantes e criar uma fonte permanente de financiamento para melhorias nas áreas mais procuradas do município.
A iniciativa coloca Angra dos Reis entre os destinos brasileiros que adotam mecanismos de cobrança turística vinculados à sustentabilidade. A aplicação prática da taxa, no entanto, dependerá da adesão dos visitantes ao cadastro digital, da fiscalização nos pontos de acesso e da capacidade do município de demonstrar o uso dos recursos em benefícios concretos para a preservação ambiental e a infraestrutura turística.
