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Reajuste da Sabesp entra em vigor com alerta para economia de água

Tarifa de água sobe 6,11% em São Paulo a partir de 2026 enquanto governo pede redução imediata do consumo diante de calor recorde e estiagem prolongada

Sabesp (Foto: Gilberto Marques/GovSP)

247 - A partir desta quinta-feira (1º), a conta de água da Sabesp fica mais cara em todo o estado de São Paulo, com reajuste de 6,11% na tarifa básica. O aumento entra em vigor junto a um alerta do governo estadual para a redução imediata do consumo, diante da combinação de onda de calor extrema e estiagem prolongada que pressiona os sistemas de abastecimento.

O reajuste foi definido pela Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de São Paulo (Arsesp) em 1º de dezembro e divulgado pelo governo paulista. Segundo a gestão do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), o percentual corresponde apenas à reposição inflacionária acumulada nos últimos 16 meses, período adotado desde a privatização da Sabesp, concluída em julho de 2024.

Para consumidores residenciais com consumo entre 11 m³ e 20 m³, o custo do metro cúbico de água passa de R$ 6,01 para R$ 6,40. O governo afirma que o índice aplicado ficou cerca de 15% abaixo do que seria cobrado caso a empresa tivesse permanecido estatal, com base no índice de referência previsto em contrato.

Em nota, a gestão estadual afirmou: “A deliberação dos novos valores, feita pela Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de São Paulo (Arsesp), prevê somente a reposição inflacionária do IPCA acumulado entre julho de 2024 e outubro de 2025, de 6,11%, sem aumento real para o consumidor”. O governo também informou que o novo modelo incorpora a chamada “tarifa de equilíbrio”, destinada a absorver investimentos auditados pela Arsesp.

O aumento tarifário ocorre em um momento de forte pressão sobre o abastecimento. Após temperaturas recordes — 35,9 °C no Mirante de Santana, a maior marca de dezembro e de todo o ano de 2025 —, o consumo de água subiu em até 60% em algumas regiões, segundo estimativas da Sabesp, justamente em um período de baixos índices de chuva.

Em comunicado divulgado na última semana, o governo pediu colaboração da população e afirmou: “O uso da água deve ser priorizado para alimentação e higiene pessoal. A colaboração da população é fundamental para garantir a regularidade do abastecimento”. A nota informa ainda que a Sabesp realiza manobras operacionais e, em áreas específicas, conta com apoio de caminhões-pipa.

Desde agosto, medidas preventivas já vêm sendo adotadas, como a redução da pressão noturna da água na Região Metropolitana de São Paulo, inicialmente por oito horas e depois por dez horas diárias. De acordo com o governo, a estratégia gera economia equivalente a mais de 1,2 milhão de caixas d’água de 500 litros por dia.