Refugiado sírio é alvo de xenofobia no Rio: “Saia do meu país”

Refugiado sírio é vítima de xenofobia em Copacabana; Mohamed Ali, de 33 anos, que vende esfirras e outros quitutes árabes, e foi agredido verbalmente por um homem por causa do ponto de venda: "saia do meu país!", gritava o homem com pedaços de pau na mão

Refugiado sírio é vítima de xenofobia em Copacabana; Mohamed Ali, de 33 anos, que vende esfirras e outros quitutes árabes, e foi agredido verbalmente por um homem por causa do ponto de venda: "saia do meu país!", gritava o homem com pedaços de pau na mão
Refugiado sírio é vítima de xenofobia em Copacabana; Mohamed Ali, de 33 anos, que vende esfirras e outros quitutes árabes, e foi agredido verbalmente por um homem por causa do ponto de venda: "saia do meu país!", gritava o homem com pedaços de pau na mão (Foto: Charles Nisz)
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Rio 247 - Um refugiado sírio foi vítima de um ataque em Copacabana, na Zona Sul do Rio na última sexta-feira (28/07). Mohamed Ali, de 33 anos, que vende esfirras e outros quitutes árabes, e foi agredido verbalmente por um homem por causa do ponto de venda. O vídeo da discussão viralizou nas redes sociais.

Nas imagens, um homem com dois pedaços de madeira nas mãos grita: "saia do meu país! Eu sou brasileiro e estou vendo meu país ser invadido por esses homens-bombas que mataram, esquartejaram crianças, adolescentes. São miseráveis". Adiante no vídeo, ele ainda fala: "Essa terra aqui é nossa. Não vai tomar nosso lugar não".

Camelôs derrubam a mercadoria de Mohamed no chão e o imigrante pergunta o motivo da agressão. Novamente, os homens gritam para que ele saia do Brasil. Há três anos no Brasil, Mohamed estava trabalhando na esquina da Avenida Nossa Senhora de Copacabana com a Rua Santa Clara na sexta-feira 28/07), quando tudo aconteceu.

O sírio não entende porque foi agredido: Sei que ele falou que os muçulmanos estavam invadindo o país e falando de homens-bomba. Não esperava que isso pudesse acontecer comigo. Vim para o Brasil porque a guerra me fez vir para cá. Amigos sempre diziam que o Brasil aceita muito outras culturas e religiões, e as pessoas são amáveis e todos os refugiados procuram paz. Não sou terrorista, se eu fosse, eu não estaria aqui, estaria lá, disse o imigrante.

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