Reitor da UERJ diz que não há condições de iniciar aulas no próximo semestre
Reitores das três universidades estaduais do Rio de Janeiro alegam falta de condições para o início das aulas no segundo semestre de 2017; em carta endereçada ao secretário de Educação do RJ, eles alegam prejuízo a mais de 150 mil alunos com a paralisação de atividades por falta de pagamento de salários; docentes e funcionários querem o pagamento do 13o salário de 2016, mais os salários de abril, maio e junho de 2017
Rio 247 - Uma carta assinada pelos reitores da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj), do Centro Universitário Estadual da Zona Oeste (Uezo) e da Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf) ressalta que as instituições têm condições de iniciar as aulas do próximo semestre, caso não sejam quitados os salários atrasados dos servidores públicos. Na próxima semana, as universidades estaduais do Rio de Janeiro encerrarão o segundo semestre 2016. O período ainda não confirmado diz respeito ao primeiro de 2017.
"É importante ressaltar que só será possível o término do atual semestre tendo em vista o comprometimento dos professores, quadro técnico e das empresas prestadoras de serviço. Logo, se medidas não forem tomadas, Uerj, Uenf e Uezo não terão como iniciar as aulas no próximo semestre", diz a carta, assinada por Ruy Garcia Marques, reitor da Uerj, Maria Cristina de Assis, da Uezo, e de Luis Passoni, da Uenf.
Endereçada ao secretário estadual de Ciência, Tecnologia e Desenvolvimento Social, Pedro Fernandes, a carta ressalta a importância da igualdade de tratamento entre todos os profissionais da educação do estado, em referência ao pagamento dos servidores da Secretaria de Educação. Uma ação movida pela OAB-RJ obriga o governo a pagar os servidores da universidade na mesma data em que remunera os servidores da secretaria.
Na carta, os reitores querem garantir a quitação dos salários atrasados de todas as instituições vinculadas à Ciência e à Tecnologia - o 13º salário de 2016 e os vencimentos de abril, maio e junho.A paralisação das trẽs universidades estaduais do RJ As paralisações geram, segundo eles, prejuízo direto a mais de 150 mil alunas da rede pública de ensino e às atividades econômicas e sociais ligadas aos institutos.