Rodoviária da Pavuna é implodida e vira pó

250 quilos de explosivos geraram 15 mil m de entulho hoje; "me aguardem", dizia o prefeito Eduardo Paes sobre seus planos para a antiga estao de nibus; ainda no se sabe o que ser feito no terreno; um centro comercial e um edifcio garagem, sob risco de desabamento, tambm voaram pelos ares

247 _com Agência Brasil - Ela estava mesmo com dias contados. As  comunidades da Pavuna e entorno não a queriam mais e o prefeito Eduardo Paes, em visita ao bairro, nem pronunciou seu nome. "Me aguardem, vocês vão ver o que eu vou fazer com aquilo", dizia ele. Neste domingo 5, pela força de 250 quilos de explosivos, detonados no final da manhã, a Rodoviária da Pavuna, que em péssimo estado de conservação fazia a ligação de ônibus do subúrbio com a Baixada, deixou de existir. O plano de implodi-lá foi executado à perfeição. Tudo virou pó ou, mais precisamente, 15 mil toneladas de entulho. Ninguém sentirá a falta daquele grande galpão quente e mal ajambrado. Os ônibus, em lugar de pararem ali, já haviam se tornado circulares. Praticamente estava sem uso. Mas não se sabe, ainda, o que vai ser erguido no imenso terreno, aberto com a implosão no coração de um dos bairros mais carentes do Rio.

Agência Brasil - Durou apenas dez segundos a implosão, na manhã de hoje (5), do Terminal Rodoviário da Pavuna, na zona norte do Rio. Juntamente com o terminal, localizado próximo à estação final da Linha 2 do metrô carioca, foram implodidos um centro comercial e um edifício-garagem. Os três prédios, que ocupavam uma área de cerca de 8 mil metros quadrados, apresentavam risco de desabamento.

A detonação, às 8h, foi acionada pelos prefeitos do Rio, Eduardo Paes, e de São João de Meriti, Sandro Mato, a partir de um viaduto na Avenida Sargento de Milícias, próximo à divisa entre os dois municípios. Foram usados 250 quilos de explosivos na implosão do terminal, construído na década de 70 do século passado. Os cerca de 15 mil metros cúbicos de entulhos gerados com a demolição serão reciclados, para utilização em aterros pela Secretaria Municipal de Obras.

De acordo com o prefeito Eduardo Paes, ainda não há uma definição sobre o que será feito no terreno. “Pode ser um espaço de transporte, mas vamos ver se a gente compatibiliza isso com algum tipo de comércio. Tem gente interessada em fazer um shopping center no local”, disse. Para o prefeito, “não dava mais para a população da Pavuna e de São João de Meriti conviver com uma rodoviária que era um lixo, um desrespeito à população”.

O terminal era utilizado pelas várias linhas de ônibus que fazem a integração entre o metrô e os municípios da Baixada Fluminense. A concessionária Metrô Rio manteve uma equipe de prontidão e adotou procedimentos para que no momento da implosão não houvesse trens na plataforma, mas não chegou a fechar as estações da Pavuna e a anterior, Engenheiro Rubens Paiva. Já as ruas do entorno foram fechadas ao tráfego a partir das 7h30 e ficaram bloqueadas até o meio-dia.

Por medida de segurança, cerca de 2,4 mil moradores de 900 residências nas proximidades do terminal – 100 no município do Rio e 800 em São João de Meriti, tiveram que deixar suas casas durante a implosão.

A Defesa Civil do Município do Rio de Janeiro e a CET-Rio participaram da ação, que contou, ainda, com o apoio da Prefeitura de São João de Meriti.

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