Secretária confirma surto de chikungunya no Rio

A secretaria estadual de Saúde confirmou que há um surto de febre chicungunya em vários pontos do estado do Rio de Janeiro; apenas em 2016, foram constatados 235 casos da doença; no fim do ano de 2015 foram mais de 131 casos suspeitos registrados no estado; várias pessoas do município de Nova Iguaçu, por exemplo, na Baixada Fluminense, apresentam os sintomas há três meses; alguns pacientes estão com artrite, inflamação que pode se transformar em um problema crônico

Mosquito Aedes aegypti em laboratório de Cali, na Colômbia. 02/02/2016 REUTERS/Jaime Saldarriaga
Mosquito Aedes aegypti em laboratório de Cali, na Colômbia. 02/02/2016 REUTERS/Jaime Saldarriaga (Foto: Leonardo Lucena)

Rio 247 - A secretaria estadual de Saúde confirmou que há um surto de febre chicungunya em vários pontos do estado do Rio de Janeiro. Apenas em 2016, foram constatados 235 casos da doença. No fim do ano de 2015 foram mais de 131 casos suspeitos registrados no estado. 

Várias pessoas do município de Nova Iguaçu, por exemplo, na Baixada Fluminense, apresentam os sintomas há três meses. Alguns pacientes estão com artrite, inflamação que pode se transformar em um problema crônico. A secretaria de saúde do município informou que existem 71 casos suspeitos de febre chicungunya na cidade e um deles confirmado.

O subsercretário estadual de Saúde, Alexandre Chieppe, admitiu o surto com transmissão da doença em várias cidades do estado. Segundo ele, "a ocorrência de casos em determinada localidade já configura um surto da doença por ser um vírus novo em que a gente não tem histórico de transmissão dele aqui no estado do Rio". As entrevistas desta matéria foram concedidas ao RJTV.

"Portanto, é sim possível afirmar que a gente já vive um início do surto da doença aqui no Rio de Janeiro. Nós identificamos a transmissão do vírus, casos de pessoas que contraíram a doença aqui dentro do estado e a gente vem acompanhando isso diariamente. A secretaria municipal de saúde vem notificando esses casos, nós compilamos ele e já caracterizamos a circulação do vírus em praticamente todo o estado", complementou.

O infectologista da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Edmilson Migowiski, afirmou que, "se tem várias pessoas com quadro clínico sugestivo de chicungunya e tem uma pessoa com sorologia positiva tudo leva a crer que todo esse grupo, infelizmente, está com a doença, ou teve a infecção por chicungunya". "Inclusive o tempo de evolução da doença também é fortemente sugestivo de que teve esse vírus", disse.

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