Secretário diz que focos de dengue estão nas casas

Hans Dohmann pede que a populao busque os focos do mosquito Aedes Aegipty em suas residncias; em uma semana mais de 10.000 novos casos foram registrados no municpio; 12 pessoas morreram por causa da doena

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247 - Em entrevista ao jornal Bom Dia Rio, da emissora de televisão Rede Globo, na manhã desta quarta-feira (25), Hans Dohmann, secretário de Saúde e Defesa Civil, afirmou que os focos do mosquito transmissor da dengue está nas casas dos moradores da cidade. Município do Rio tem epidemia da doença, declarada na tarde desta terça-feira (24).

A Secretaria previa que em pouco tempo o munícípio alcançaria a marca de 300 doentes a cada 100 mil habitantes, o que caracteriza o estado epidêmico de uma doença em determinada população.

Dohmann, ressaltou que a população deve se conscientizar e ajudar a combater os focos do mosquito transmissor da doença, o Aedes Aegipty.

“A gente insiste que a população nos ajude. É a hora. O verão acabou, mas a gente continua com um número de casos grande. O foco que é destruído hoje, evita um caso na semana seguinte”.

Para tentar reduzir a quantidade de focos em bairros com maior ocorrência de casos, comoonde tem se registrado grande incidência da doença como Bangu, Realengo, Campo Grande, na Zona Oeste e Madureira, no subúrbio, o secretário ressalta que as inspeções foram intensificadas. “A gente fez uma grande inspeção nessas áreas no último final de semana, durante o feriado. Foram milhares de focos destruídos. Foram mais de 600 agentes concentrados naquela região, exatamente para a gente passar um novo pente fino na região”, explicou.

 

De acordo com o secretário, um número maior de mortes nesta epidemia só não aconteceu porque a prefeitura antecipou as medidas preventivas. “A prefeitura se preparou desde o ano passado, ela vem andando na frente da doença e com isso vem aumentando a sua capacidade de prevenção. Batemos todos os recordes de visitação aos imóveis no ano passado e mantemos o mesmo ritmo esse ano”, garantiu ele, ressaltando que o atendimento também foi ampliado.

“Aumentamos muito a estrutura de atendimento da população, o que faz com que essa epidemia seja a que tenha menos morte na história do Rio de Janeiro, mas a gente precisa continuar trabalhando firme”, disse Dohmann.

O anúncio da epidemia de dengue indica que a cidade entrou num estágio em que há mais de 300 casos da doença por cada grupo de 100 mil habitantes e esse número é crescente. Do dia 1º de janeiro até 21 de abril de 2012, foram registrados 50.016 casos e 12 mortes pela doença na cidade.

 

Em uma semana, o número de casos na cidade do Rio aumentou em quase 10 mil. O balanço anterior, com registros feitos até 14 de abril, contabilizava 40.252 casos

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