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Governo de SP diz que CoronaVac tem eficácia para pedir uso emergencial, mas adia divulgação de dados

Sem apresentar dados, o governo João Doria (SP) e o Instituto Butantan (SP) afirmaram que a CoronaVac tem eficácia suficientes para pedir registro de uso emergencial

Governador João Doria segura caixa da CoronaVac (Foto: REUTERS/Thomas Peter)

247 - Sem apresentar dados, o governo de São Paulo, comandado por João Doria (PSDB), e o Instituto Butantan (SP) afirmaram nesta quarta-feira (23) que a CoronaVac tem segurança e eficácia suficientes para pedir registro de uso emergencial. A imunização é desenvolvida pela farmacêutica chinesa Sinovac Biotech em parceria com o órgão paulista. 

De acordo com autoridades, a taxa de eficácia não foi divulgada a pedido do laboratório chinês, que revisará os dados antes que eles sejam encaminhados para a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). O órgão só deve receber a documentação em até 15 dias, quando analisará as informações e decidirá se aprova o uso do imunizante em território nacional.

Em coletiva de imprensa, o secretário estadual de Saúde, Jean Gorinchteyn, afirmou que a vacina atingiu "a superioridade de eficácia" exigidos "tanto pela Anvisa quanto pela OMS", ou seja, acima de 50% nos testes clínicos. "Se fosse 51% para nós já era importante, principalmente no momento em que vivemos uma crise sanitária", afirmou.

Segundo o diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas, "do ponto de vista de segurança, os dados estão disponíveis. Mostra que esta [vacina] é, no Brasil, a mais segura sem dúvida nenhuma".

O governo de São Paulo marcou o início da vacinação para o dia 25 de janeiro. O estado tem 1,4 milhão de casos de coronavírus e 45,5 mil mortes. Em nível nacional, o Brasil ocupa o terceiro lugar no ranking global de infectados (7,3 milhões), atrás de Índia (10,1 milhões) e dos Estados Unidos (18,8 milhões). O governo brasileiro também contabiliza a segunda maior quantidade de mortes (189 mil) provocadas pela pandemia, atrás dos EUA (333 mil).