Sequestro no Morro do São Carlos termina e quatro traficantes são presos

Duas pessoas morreram, nove ficaram feridas e três bandidos foram presos durante dia de intensa troca de tiros na cidade do Rio de Janeiro

Mulher próxima de pessoa baleada perto do complexo de São Carlos, no Rio de Janeiro 27/08/2020
Mulher próxima de pessoa baleada perto do complexo de São Carlos, no Rio de Janeiro 27/08/2020 (Foto: REUTERS/Ricardo Moraes)
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247 - Terminou na tarde desta quinta-feira (27) o sequestro de uma mulher que era feita refém desde o início da tarde no bairro do Estácio, Centro do Rio. 

Após negociação com homens do Batalhão de Operações Especiais (Bope), quatro criminosos se renderam e foram presos.

Conforme o portal G1, entre os detidos está Léo Serrote, apontado como um dos chefes da invasão ao complexo de favelas do São Carlos, onde desde quarta-feira (27) há uma guerra entre traficantes rivais.

Até o momento, duas pessoas morreram, nove ficaram feridas e três bandidos foram presos durante a série de horror na capital. 

Leia também reportagem da Sputnik Brasil sobre o assunto:

A disputa por pontos do tráfico de drogas no Rio de Janeiro gerou uma nova onda de violência na capital fluminense há mais de 24 horas. Tiroteios, sequestro, invasões e ao menos duas vítimas fatais foram registradas, segundo informações das autoridades.

O principal epicentro da guerra do narcotráfico está localizado no Complexo de São Carlos, na região central do Rio, que desde a noite de quarta-feira (26) vive uma série de troca de tiros entre facções criminosas que disputam o controle do local, e a Polícia Militar.

Os episódios de violência na área do complexo, cercada pelo bairro Rio Comprido, refletiu em ações em outras partes da cidade, como um tiroteio na Lagoa (zona sul) e a morte de uma mãe enquanto protegia o filho durante uma troca de tiros. Uma família ainda foi sequestrada.

Segundo informações do G1, quatro pessoas foram feridas durante o sequestro, enquanto cinco homens foram detidos pela PM – dois no confronto da Lagoa, dois antes do sequestro, e o sequestrador.

De acordo com informações de um porta-voz da PM, o incidente na Lagoa se deu em razão de marginais terem deixado outra favela em direção ao Complexo de São Carlos, como parte de uma operação de apoio aos comparsas.

Noite e madrugada violentas

Os primeiros registros de violência no complexo da região central do Rio – que reúne as favelas da Mineira; São Carlos; Coroa; Querosene; Zinco; Fallet e Fogueteiro – se deram na noite de quarta-feira (26), com relatos de tiros e explosões de granadas.

Uma mulher acabou sendo morta durante a troca de tiros. Ana Cristina da Silva, de 25 anos, estava indo com o filho ao bar onde trabalhava quando ficou no meio do tiroteio na rua Azevedo Lima, que é um dos acessos ao São Carlos. Ela foi atingida por dois tiros de fuzil enquanto protegia a criança.

Horas mais tarde, oito bandidos em fuga da polícia invadiram um condomínio e fizeram o porteiro e uma família como reféns. O sequestro durou cinco horas, com o saldo de um suspeito morto, dois baleados, um detido e quatro foragidos.

Em entrevista ao RJ TV, da Rede Globo, um delegado da Polícia Civil que comanda as investigações queixou-se das limitações impostas pela Justiça para operações policiais nos morros do Rio, garantindo que os trabalhos de inteligência da corporação não foram surpreendidos pelos episódios das últimas 24 horas.

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