Sindicalistas rechaçam punições prometidas por Tarcísio e alegam ameaça ao direito de greve

Dirigente sindical Camila Lisboa afirma que decisões judiciais passadas reconheceram a legitimidade da mobilização dos trabalhadores

Camila Lisboa e uma mobilização feita por metroviários na capital paulista
Camila Lisboa e uma mobilização feita por metroviários na capital paulista (Foto: Metroviários-SP | Reprodução)


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247 - A presidente do Sindicato dos Metroviários de São Paulo, Camila Lisboa, criticou duramente as punições anunciadas pelo governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) por conta da paralisação geral de trabalhadores no estado nesta terça-feira (28). Segundo ela, a promessa de Tarcísio de identificar pessoalmente os servidores soa como uma ameaça ao direito de greve não só em São Paulo, como também no restante do país. 

"Nossa mobilização tem uma conotacao trabalhista e é legitimo que os trabalhadores se organizem", disse ela em coletiva de imprensa virtual, lembrando que a lei veda qualquer prática intimidatória contra os trabalhadores. 

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A sindicalista também afirmou que Tarcísio ameaça o direito de greve de todos os trabalhadores paulistas e no Brasil com o anúncio de punições. 

A intenção da administração de Tarcísio é “sancionar” aqueles que descumprirem a decisão judicial da tarde de segunda-feira (27) que estabeleceu um percentual mínimo no Metrô e também na CPTM. No entanto, Lisboa lembrou que na última paralisação, "no dia 3 de outubro, nossa greve unificada não foi julgada abusiva". 

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A paralisação dos trabalhadores do Metrô e da CPTM em São Paulo está programada para durar 24 horas, conforme informado pelo Sindicato dos Metroviários. Portanto, espera-se que o término da greve ocorra às 23h59 desta terça-feira (28). No entanto, as operações das linhas do metrô e da CPTM estão sendo realizadas de maneira limitada durante esse período. 

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