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Suplicy aconselha Bolsonaro a seguir o pacifismo de Gandhi, e não distribuir armas

O vereador e pré-candidato à prefeitura de de São Paulo Eduardo Suplicy simulou um diálogo com Bolsonaro, aproveitando sua viagem à Índia, em que o aconselharia a seguir os passos de Mahatma Gandhi, Martin Luther King Jr. e Thomas More. “Ele [Gandhi] sempre acreditou, e inclusive conquistou a independência da Índia, pela não violência”, disse. Assista

Suplicy e Jair Bolsonaro

247 - O vereador Eduardo Suplicy, que também é pré-candidato à prefeitura de São Paulo pelo PT, conversou com a TV 247 e foi questionado sobre como seria, caso assumisse a prefeitura da capital paulista, o diálogo com o governo de Jair Bolsonaro. Suplicy afirmou que aproveitaria a viagem de Bolsonaro à Índia e o aconselharia a seguir os passos do pacifista Mahatma Gandhi.

Gandhi foi um dos responsáveis pela independência indiana, pregando a não violência e a desobediência civil. “É importante que o senhor [Bolsonaro], ao homenagear Mahatma Gandhi, procure notar que ele sempre acreditou, e inclusive conquistou a independência da Índia, pela não violência, às vezes até pela desobediência civil e greve de fome, que comoveu o povo indiano, os povos do mundo e até o povo inglês e, em 1937, ele conquistou a independência da Índia”, disse Suplicy, simulando uma conversa com Jair Bolsonaro.

Ele também falou de outras duas personalidades que servem de exemplo para Jair Bolsonaro, Martin Luther King Jr., líder do movimento dos direitos civis dos negros nos Estados Unidos, e Thomas More que, como conta Suplicy, foi uma das primeiras pessoas a defender a garantia de renda para todos.

“Vamos seguir as recomendações de Mahatma Gandhi e Martin Luther King Jr. e, em vez de estar distribuindo armas, vamos levar em consideração as lições de Thomas More em “Utopia”, 1516. No livro, Thomas More mostra que há um diálogo entre um cardeal e um viajante português, Rafael Hitlodeu, e eis que eles estavam debatendo sobre a pena de morte que, instituída na Inglaterra naquela época, não havia colaborado para diminuir a criminalidade violenta, os assaltos, roubos e assassinatos”. 

“Então Rafael Hitlodeu pondera: ‘muito mais eficaz do que infringir essas castigos horríveis a quem não tem outra alternativa senão de primeiro tornar-se um ladrão para daí ser transformado em cadáver, é você assegurar a sobrevivência das pessoas’. Com base nesta reflexão, um amigo de Thomas More, chamado Juan Luís Vives, escreveu para o prefeito da cidade um tratado onde, pela primeira vez, propõe a garantia de sobrevivência aos habitantes. Portanto, Thomas More é considerado um dos precursores que melhor fundamentou a necessidade da garantia de uma renda para todos”, completou.

Inscreva-se na TV 247 e assista à entrevista na íntegra: