Supremo suspende processo contra Padilha por denúncia contra ações medievais de Bolsonaro na Saúde Mental

Ex-ministro Alexandre Padilha (PT-SP) criticou iniciativas do governo Jair Bolsonaro que estimulavam internações em hospitais psiquiátricos isolados

Alexandre Padilha
Alexandre Padilha (Foto: GUSTAVO BEZERRA)
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247 - O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Ricardo Lewandowski suspendeu o processo ético-disciplinar aberto pelo Conselho Regional de Medicina de São Paulo (Cremesp) contra o ex-ministro da Saúde e deputado federal Alexandre Padilha (PT-SP).

Em fevereiro de 2019, Padilha, que também é médico, criticou iniciativas do governo Jair Bolsonaro que estimulavam internações em hospitais psiquiátricos isolados, inclusive de crianças e adolescentes. De acordo com o parlamentar, as medidas significam um retrocesso na política nacional de saúde mental.

Segundo Lewandowski, a crítica de Padilha foi legítima e a censura representa ofensa à democracia e à independência do Legislativo. "Entendo ser pertinente ressaltar que o fato de membros do Cremesp discordarem das manifestações do deputado em questão ou o fato de ele, ao se expressar, ter preferido usar a terminologia que julgou ser mais acessível ao povo por ele representado não podem justificar odiosa censura prévia indireta que restrinja o direito de sua liberdade de expressão ou limite a seu pleno exercício do mandato parlamentar", disse.

O deputado comemorou o resultado. "O STF mostrou que a Constituição tem que ser respeitada. Ela é a guardiã das tentativas autoritárias de se colocar uma camisa de força e calar a voz de um parlamentar e o grito de milhares de pessoas e familiares que sofrem até com as práticas manicomiais. Loucura não se prende, loucura não se tortura", afirmou.

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