Tarcísio diz que pediu prisão domiciliar para Bolsonaro a ministros do STF
Governador relata conversas com ministros do STF e afirma que ex-presidente não tem saúde para o regime fechado e deve ter assistência da família
247 - O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), confirmou nesta quinta-feira (12) que discutiu com ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) a migração de regime prisional do ex-presidente Jair Bolsonaro, preso na Papudinha, em Brasília. A declaração foi dada durante evento em Guarulhos (SP).
Na véspera, Tarcísio reuniu-se no STF com os ministros Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin, Dias Toffoli e Gilmar Mendes. Segundo ele, o tema central dos encontros foram processos em que o Estado de São Paulo figura nos polos ativo e passivo, mas a situação de Bolsonaro também foi tratada.
"Esse foi o ponto principal (processos do estado), mas, obviamente, quando a gente tem oportunidade, sempre leva a questão humanitária. Minha posição também é técnica, porque entendo que o ex-presidente não tem saúde para estar no regime fechado. Ele precisa estar com a sua família para ter a melhor assistência possível."
O governador afirmou ainda que é preciso ter consideração com ex-presidentes da República e defendeu a possibilidade de Bolsonaro cumprir pena em casa. "É uma coisa que o Brasil precisa aprender. A gente vai trabalhar para que ele possa voltar para casa. Existe assim um sentimento que está sendo construído que isso é plenamente factível, isso tem precedentes, nós temos outros casos. O presidente Collor hoje está na mesma situação e estamos buscando isso para o presidente Bolsonaro também", afirmou.
As declarações ocorreram em evento que durou cerca de três horas e reuniu políticos locais para o anúncio do asfaltamento de aproximadamente 50 ruas em Guarulhos. Na ocasião, Tarcísio também comentou a articulação para as eleições deste ano.
Ele informou que deverá se reunir com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) após o Carnaval, contrariando a previsão inicial. "Não, esse encontro vai ser depois do carnaval. É para a gente já pensar na estratégia, no apoio, no nosso trabalho, em como vamos caminhar juntos. Vamos desenhar os passos que a gente vai dar para ter um excelente resultado. Ele (Flavio) lembrou todo o suporte que o pai dele me deu, e é verdade, o presidente Bolsonaro foi muito importante na minha trajetória e agora nós vamos segurar a mão do Flávio e vamos com tudo."