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Tarcísio diz que recusaria candidatura presidencial e reafirma foco em São Paulo

Governador afirma que terá conversa pessoal com Bolsonaro na prisão, nega atritos políticos e sustenta que seu projeto no estado é de longo prazo

Governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Foto: Adriano Machado/REUTERS)

247 - O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), afirmou nesta terça-feira, 27, que não aceitaria um eventual convite para disputar a Presidência da República, mesmo que o apelo partisse de Jair Bolsonaro. Segundo ele, a decisão está tomada e é guiada pela opção de permanecer à frente do governo paulista.

A declaração foi dada em entrevista à rádio Jovem Pan de Sorocaba, no interior de São Paulo, durante visita à cidade para um encontro na fábrica da Toyota. As informações foram publicadas originalmente pelo jornal O Globo. Na conversa, o governador comentou também a visita que fará a Bolsonaro em Brasília, marcada para ocorrer em dois dias, na cela onde o ex-presidente está detido, conhecida como “Papudinha”.

“Isso não vai acontecer, mas eu diria não. É muito tranquilo isso para mim”, afirmou Tarcísio ao ser questionado sobre a possibilidade de concorrer ao Palácio do Planalto. O governador relatou que já deixou essa posição clara ao ex-presidente em encontros anteriores, ainda antes da transferência de Bolsonaro para o regime fechado.

“Na última visita que eu fiz ao Bolsonaro, quando ele ainda estava em prisão domiciliar, antes do regime fechado, ele me disse: ‘E aí, Tarcísio, eleição presidencial, qual é a sua posição?’. Eu disse: ‘A minha posição é ficar em São Paulo’. Eu fui muito contundente, muito claro com ele em relação a isso, porque também eu precisava manter uma linha de coerência”, relatou.

Tarcísio também negou ter protagonizado uma discussão acalorada com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), escolhido pelo pai para representá-lo eleitoralmente contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Segundo o governador, as informações sobre atritos não passam de rumores de bastidores e não correspondem à realidade.

“Não estou frustrado, não. Nem vou falar isso na quinta-feira para o Bolsonaro, até porque isso não existe”, disse. “Eu sempre disse que o meu projeto para São Paulo é de longo prazo. Alguns que passaram e pensaram logo na candidatura presidencial deixaram cicatrizes, feridas abertas. Não quero decepcionar ninguém”, acrescentou.