Tucano Bruno Covas vai usar projeto de renda básica do petista Eduardo Suplicy na disputa contra Russomanno

O Projeto do ex-senador e hoje vereador petista candidato à reeleição propõe o pagamento de R$ 100 por membro de famílias mais vulneráveis. O prefeito Bruno Covas pretende usá-lo contra as promessas vagas de Celso Russomano, candidato bolsonarista à Prefeitura de São Paulo

Coletiva de imprensa com Área do Governo e Área da Saúde em São Paulo 14 de agosto de 2020
Coletiva de imprensa com Área do Governo e Área da Saúde em São Paulo 14 de agosto de 2020 (Foto: Governo de São Paulo)
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247 - Em meio ao debate sobre a criação de programas de renda básica ou de concessão de auxílio em dinheiro para a população mais pobre na disputa eleitoral na capital paulista, o prefeito Bruno Covas decidiu que sancionará o projeto de lei do vereador Eduardo Suplicy (PT) que propõe a criação da "renda básica emergencial municipal".

O projeto do petista propõe o pagamento mensal de R$ 100 por membro das famílias de beneficiários do Bolsa Família e de trabalhadores ambulantes do comércio informal enquanto durar a pandemia.

Celso Russomanno, candidato bolsonarista, tem como principal plataforma a criação do "auxílio emergencial paulistano", alardeando o apoio de Jair Bolsonaro à sua candidatura e afirmando que o presidente o ajudará a renegociar a dívida de São Paulo com a União e, com isso, abrir espaço no Orçamento municipal para fazer o pagamento às famílias, informa a coluna Painel da Folha de S.Paulo.

Além do fato de que a receita para o programa dependeria de Bolsonaro, Russomanno tem dado explicações vagas sobre como o benefício funcionaria. 

Aliados de Covas consideram que a criação de um auxílio emergencial municipal enfraquecerá o discurso de Russomanno e criará uma via de aproximação ao PT e seu eleitorado, tendo em vista a possibilidade de um segundo turno na capital.

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