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Usuários da Cracolândia destroem 11 câmeras do programa de reconhecimento facial da Prefeitura de SP

Aparelhos do Smart Sampa, destinados a conter a violência na região, são vandalizados; Polícia Civil investiga o caso

Cracolândia no centro de São Paulo (Foto: Reprodução/Twitter/Valéria Jurado)

247 - Câmeras do programa Smart Sampa, parte da iniciativa da prefeitura de São Paulo para monitoramento e reconhecimento facial na região da Cracolândia, no centro da cidade, estão sendo alvo de vandalismo, destaca o jornal Folha de S. Paulo. De acordo com a Prefeitura,  11 dispositivos instalados no topo de postes foram destruídos.

Ainda de acordo com a reportagem, os vândalos escalam os postes, que têm cerca de dois metros de altura, e removem os aparelhos por meio de golpes e socos.

As câmeras danificadas estavam localizadas nos bairros de Santa Ifigênia e Campos Elíseos. Até o momento, a empresa que administra o sistema registrou quatro equipamentos destruídos no cruzamento da avenida Rio Branco com a rua dos Gusmões, três na esquina das ruas Conselheiro Nébias e Gusmões, duas na rua Guaianases, próximo ao número 504, e outras duas na rua General Osório, 453.

A Secretaria Municipal de Segurança Urbana e o Consórcio Smart City SP esclarecem que os equipamentos já instalados ainda não estão em funcionamento, visto que a operação do programa está programada para iniciar em outubro. A quantidade de câmeras já instaladas não foi divulgada pela empresa, mas o contrato prevê a instalação de 200 delas na região central nesta fase preliminar do Smart Sampa.

A iniciativa prevê o funcionamento integrado de 20 mil câmeras em toda a capital até 2024, sendo que 3.300 delas serão instaladas no centro da cidade. O restante será distribuído em outras áreas da seguinte forma: 6.000 equipamentos na zona leste, 3.500 na zona oeste, 2.700 na zona norte e 4.500 na zona sul. O custo mensal do serviço é de R$ 9,8 milhões, e o consórcio Smart City SP é responsável pela instalação, manutenção e reparação das câmeras.