Vereador perde cargo no Hospital Rocha Faria
A gestão que assumiu nesta semana o Hospital Rocha Faria, em Campo Grande, zona oeste do Rio, afastou o vereador Gilberto de Oliveira Lima, conhecido como Doutor Gilberto (PTN), do cargo que possuía na unidade, após denúncias de que ele faltava a plantões na unidade; no último fim de semana, o parlamentar estava na escala de plantão de 24 horas na emergência do Rocha Faria e não foi encontrado; funcionários disseram que ele nunca vai aos fins de semana; ele diz que atendeu a uma revindicação da Secretaria de Saúde
Rio 247 - A gestão que assumiu nesta semana o Hospital Rocha Faria, em Campo Grande, zona oeste do Rio, afastou o vereador Gilberto de Oliveira Lima, conhecido como Doutor Gilberto (PTN), do cargo que possuía na unidade. O afastamento ocorre após as denúncias do Jornal Nacional que mostraram que Gilberto faltava a plantões na unidade de saúde. As informações são do RJTV.
No último fim de semana, o vereador, que preside a Comissão de Saúde Pública do Rio, responsável por fiscalizar a saúde no município, estava na escala de plantão de 24 horas na emergência do Rocha Faria e não foi encontrado. Funcionários disseram que ele nunca vai aos fins de semana.
Gilberto alegou que atendeu a uma indicação da própria Secretaria de Saúde. "Há 12 anos que isso acontece. Elas pedem que a gente coloque o nosso nome numa escala de plantão. Elas, escala aí pra poder contar as horas, entendeu? Não é contar as 24 horas, é contar as horas na escala deles. Eu não sei porque administrativamente tem que ser assim", disse.
Cremerj questiona qualidade do atendimento
O presidente do Conselho Regional de Medicina do Rio de Janeiro (Cremerj), Pablo Vázquez, disse não ser uma boa conduta que o médico fique de plantão por mais de 24 anos. A escala de plantão dos médicos tem até 48 horas seguidas. Profissionais da pediatria têm plantões de 36 horas.
"O médico, além das 24 horas, fica se expondo na continuidade do plantão a erros por perda de concentração, por cansaço físico mesmo. Isto pode representar uma possibilidade de erro na assistência médica, e é ruim pro paciente", disse.
Funcionários da antiga Organização que administrava o hospital informaram, nesta quarta-feira (13), que teriam que fazer uma prova para continuar empregadas.
Outras funcionárias, que trabalham na maternidade, afirmaram apenas o ar condicionado do centro cirúrgico está funcionando.
As gestantes que fazem cesárea enfrentam calor durante a recuperação. As que fazem parto normal, não tem direito ao ar condicionado no parto. Pacientes tiveram que voltar para casa nesta quarta-feira. "Precisava fazer um exame de vista e a máquina está quebrada", lamentou uma mulher.
