Violência afetou 68 de 75 dias letivos as escolas municipais do Rio

Até a última quarta-feira (31), apenas em sete dos primeiros 75 dias letivos do ano, as 1.537 escolas municipais do Rio funcionaram; em 90% do período, pelo menos uma interrompeu as atividades por conta da violência; a Secretaria municipal de Educação organizou uma caminhada pela paz nas escolas; o encontro será realizado no próximo dia 2

Até a última quarta-feira (31), apenas em sete dos primeiros 75 dias letivos do ano, as 1.537 escolas municipais do Rio funcionaram; em 90% do período, pelo menos uma interrompeu as atividades por conta da violência; a Secretaria municipal de Educação organizou uma caminhada pela paz nas escolas; o encontro será realizado no próximo dia 2
Até a última quarta-feira (31), apenas em sete dos primeiros 75 dias letivos do ano, as 1.537 escolas municipais do Rio funcionaram; em 90% do período, pelo menos uma interrompeu as atividades por conta da violência; a Secretaria municipal de Educação organizou uma caminhada pela paz nas escolas; o encontro será realizado no próximo dia 2 (Foto: Leonardo Lucena)

Rio 247 - Até a última quarta-feira (31), apenas em sete dos primeiros 75 dias letivos do ano, as 1.537 escolas municipais funcionaram. Em 90% do período, pelo menos uma interrompeu as atividades por conta da violência. Em 2017, 320 fecharam em por causa de violência e 104 mil alunos perderam aula. Em 2014 e 2015, foram 15 dias em que todas as escolas da rede funcionaram nos primeiros 75 dias letivos do ano. Em 2016, caiu para 14.

"Se tiver incursão policial de manhã, não tem aula. Os professores não podem entrar, e a escola fica fechada. Normalmente, as crianças ficam mais agitados no dia seguinte", afirmou uma professora do 1º ano do ensino fundamental. "Quando já estamos na escola, protegemos os alunos. Muitos estão acostumados. Ficam apreensivos, só que, passando os tiros, já estão brincando, conversando. No início do ano, entrou uma menina nova que não morava lá. Na primeira vez, ela tremeu todinha e começou a chora", complementou. Os relatos foram publicados no jornal Extra.

"Acredito que a violência esteja aumentando. Não só a violência de tiro, de bomba. Mas também uma violência dentro de casa. Violência doméstica, pai que bebe e bate na mãe. Isso dificulta nosso trabalho. São questões muito complexas", diz uma diretora de escola do Alemão. 

A Secretaria municipal de Educação organizou uma caminhada pela paz nas escolas. O encontro será realizado no próximo dia 2. De acordo com a pasta, “o primeiro momento da campanha é uma reflexão das próprias escolas diante de si mesmas, para que possamos construir lugares de paz — sem violência, sem racismo, sem preconceito, sem humilhação. Estamos chamando as nossas 1.537 escolas para a construção de lugares de paz no Rio de Janeiro”. O evento será realizado no Aterro do Flamengo. 

 

 

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