Witzel: 'Sou governador do Rio querendo ser presidente da República'

O governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, aliado com extremismos de Jair Bolsonaro, agora afirma que governa o estado com desejo de ocupar o Palácio do Planalto. "Eu sou governador do estado querendo ser presidente da República", disse. "Tem questões macro que só um presidente pode resolver e eu tenho projetos para o Brasil", afirmou

(Foto: Fernando Frazão - ABR)
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247 - O polêmico governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, aliado com extremismos de Jair Bolsonaro, agora afirma que governa o estado com desejo de ocupar o Palácio do Planalto.

"Eu sou governador do estado querendo ser presidente da República, porque aquilo que eu acredito que vai ser bom para o estado do Rio de Janeiro, para desenvolver a economia, desenvolver socialmente a população, resolver problemas graves do estado como a questão da pobreza nessas comunidades, o crime organizado... Tem questões macro que só um presidente pode resolver e eu tenho projetos para o Brasil", disse. Seus relatos foram publicados no Jornal Extra.

O chefe do Executivo fluminense, no entanto, não comentou sua candidatura ao cargo na próxima eleição presidencial. "Se, em 2022, eu vou ser candidato ou não, isso o tempo vai dizer", acrescentou. 

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Desde a sua campanha no ano passado, Witzel vem tornando-se conhecido e sendo criticado principalmente pelas ideias extremistas de combate à criminalidade. Em agosto, por exemplo, após a polícia matar um sequestrador que havia feito quase 40 reféns dentro de um ônibus, ele comemrou levantando os braços, como se fosse um gol (veja aqui). 


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Em maio, o governador divulgou nas redes sociais um vídeo em que aparece dentro de um helicóptero acompanhando uma ação policial contra uma comunidade em Angra dos Reis (RJ). Aos policiais, que atiram em direção às casas, ele determina "botar fim na bandidagem".

Sob o comando do governador, as polícias Civil e Militar foram responsáveis por 41,5% das mortes violentas na região metropolitana do estado, que engloba a capital fluminense e mais 16 municípios de seu entorno. De 429 letalidades violentas em julho na região, 178 foram cometidas por agentes, informou nesta quarta-feira (21), informou o Instituto de Segurança Pública (ISP). Os dados significam que a polícia matou entre seis e sete pessoas por dia em julho. 

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