Zema diz que "é pouco provável" que Minas tenha segunda onda de covid-19

Em entrevista À CNN, o governador de Minas Gerais, Romeu Zema, diz que é pouco provável que haja uma segunda onda de covid-19 no estado

Um relatório do Ministério Público de MG traz apontamentos preocupantes: a secretaria estaria criando diversas exceções e tornando a lei muito “flexível”
Um relatório do Ministério Público de MG traz apontamentos preocupantes: a secretaria estaria criando diversas exceções e tornando a lei muito “flexível” (Foto: RENATO COBUCCI-Imprensa MG)
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247 - Sem nenhuma base científica, o governador de Minas, Romeu Zema, disse achar pouco provável que haja uma segunda onda de covid-19 no estado.

“Hoje, nós temos aqui cerca de 68% dos leitos de UTI SUS ocupados. Mesmo que nós tenhamos um repique, o que eu acho que é pouco provável, mas pode acontecer e nós ainda temos aqui um bom colchão de segurança. Nós temos 32% dos leitos de UTI os vagos, lembrando que algumas regiões no estado estão com menor capacidade ocupada e outros com maior”, afirmou Zema em entrevista à CNN Brasil nesta segunta-feira (3).

Apesar do registro da Covid apresentar um platô, ou seja, o número de mortes não caiu nem subiu, o governador diz que a situação da doença em Minas é mais tranquila do que nos outros estados.

"Tivemos explosão em algumas cidades em Minas Gerais. No geral, se você pegar a nossa curva, vai ver que ela nem se compara com a curva do Brasil. A nossa curva ficou quase todo o tempo com a inclinação mínima. A curva do Brasil e de muitos estados teve uma inclinação muito acentuada. Hoje, nós temos aqui a região central e a região metropolitana que têm a situação mais crítica do Estado, mas está longe de ser uma situação em que o sistema de saúde vai entrar em colapso”, afirmou.

Ele disse ainda que a articulação do governo federal com os estados melhorou. “Eu diria que se a medida que a pandemia avançou, acho que todos os estados e também o governo federal se estruturaram melhor", disse ele, no dia em que o país registrou 94.702 óbitos e 2.751.665 diagnósticos de Covid-19.

Zema atribui essa "melhora" ao recebimento de respiradores e teste do governo federal. "Como eu disse, no início pode ter faltado um sincronismo maior, mas depois as coisas caminharam bem. Eu posso estar enganado, mas na minha opinião, daqui um ano, quando nós fizermos uma retrospectiva, nós vamos ver que o Brasil, dentro do contexto mundo, não fez um trabalho tão ruim como muitos hein alardeado”, alegou.

Ao ser questionado se mais de 95 mil mortes era um número de um país que fez um bom trabalho, Zema afirmou: “Eu estou falando em termos comparativos. Nós temos que considerar que o Brasil tem mais de 200 milhões de habitantes. Temos um país como a Itália com 60 milhões de habitantes e que teve quase que a metade desse número de óbitos. Eu lamento demais esse número, mas temos que lembrar que somos um país gigantesco”.

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