HOME > Sul

Álvaro critica relação do Brasil com a Venezuela

Segundo o senador Álvaro Dias (PSDB-PR), o governo venezuelano já é conhecido por não ser bom pagador e citou como exemplo a refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco; "O governo brasileiro é useiro de fazer cortesia com o chapéu alheio. O governo está tratando de interesses do país sem responsabilidade, com uma diplomacia terceiro-mundista", disparou 

Em discurso na tribuna do Senado, senador Alvaro Dias (PSDB-PR). (Foto: Leonardo Lucena)

Agência Senado - Em discurso no Plenário na tarde desta quinta-feira (7), o senador Álvaro Dias (PSDB-PR) criticou "os calotes" do governo da Venezuela e a relação do governo brasileiro com "o regime chavista". O senador disse que o governo venezuelano já é conhecido por não ser bom pagador e citou como exemplo a refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco. Ele lembrou que a Venezuela, ainda no tempo do presidente Hugo Chavez, se tornou sócia da refinaria e nunca passou um centavo para o empreendimento.

Mesmo assim, apontou Álvaro Dias, o Brasil continuou financiando obras de metrô e hidrelétricas na Venezuela. O senador disse não saber o saldo das relações comerciais entre os dois países. Mas, com base em editorial do jornal O Estado de S. Paulo, informou que o governo brasileiro vai socorrer o governo da Venezuela.

- Essa generosidade correrá por conta do contribuinte brasileiro, que paga impostos altos para uma máquina engordada pelo apetite fisiológico dos que a governam – alertou o senador.

Segundo o senador, o governo de Nicolás Maduro está sob ameaça de perder apoio nas eleições municipais venezuelanas, que ocorrem em dezembro. Álvaro contou que Maduro pediu ajuda ao governo brasileiro para poder garantir o abastecimento de muitos produtos básicos no país vizinho. O senador acrescentou que falta até mesmo papel higiênico na Venezuela.

De acordo com o senador, o governo brasileiro pensa até mesmo em colocar garantias do Banco do Brasil para negócios venezuelanos. Um banco do país vizinho, segundo observou, pagaria o financiamento em "suaves" prestações para o banco brasileiro. O risco do calote, disse Álvaro, seria assumido pelo Banco do Brasil, "por conta de compromissos ideológicos do governo petista".

- O governo brasileiro é useiro de fazer cortesia com o chapéu alheio. O governo está tratando de interesses do país sem responsabilidade, com uma diplomacia terceiro-mundista – afirmou.