Após denúncia de estupro, prefeito de Florianópolis é investigado por improbidade

Líder nas pesquisas de intenção de voto, Gean Loureiro (DEM) foi denunciado por ex-servidora no dia 9 de outubro

(Foto: Divulgação)
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Daniel Giovanaz, Brasil de Fato - O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) investiga o prefeito da capital do estado, Florianópolis (SC), Gean Loureiro (DEM), por suspeita de improbidade administrativa. A notícia de fato, que antecede o inquérito, foi instaurada no dia 30 após uma denúncia de estupro feita pela ex-servidora e candidata a vereadora Rosely Rosana Ferrari Dallabona (DEM) no dia 9 de outubro.

Segundo o boletim de ocorrência, os crimes teriam ocorrido na Secretaria de Turismo, onde a vítima trabalhava. A 31ª Promotoria da Comarca da Capital vai apurar se ocorreu uso indevido de repartição pública.

No despacho, que antecede a abertura de inquérito, a promotora Juliana Padrão Serra de Araújo afirma: “A conduta supostamente praticada pelo agente público, consistente em utilizar as dependências da Secretaria de Turismo como ‘motel’, para a prática de atos não condizentes com a finalidade e o interesse públicos, fere a moralidade administrativa e outros princípios basilares da Administração Pública.”

O prefeito e a ex-servidora comissionada serão notificados a prestar esclarecimentos sobre os fatos.

Em nota enviada à imprensa, o prefeito alega que o ato foi consensual, em 2019, diz que responderá ao MPSC quando for intimado e classifica a denúncia como uma "armação política e eleitoral."

Loureiro tem 58% das intenções de voto em Florianópolis, segundo o Ibope, o que lhe garantiria a reeleição em primeiro turno.

As denúncias

Dallabona relatou à polícia que o prefeito a agarrou pelo braço e tentou tocar suas partes íntimas em 2017. Em duas ocasiões, ele teria cometido estupro –a mais recente, em 10 de outubro de 2019. 

No despacho, a promotora Juliana Padrão Serra de Araújo ressalta que não caberá à 31ª Promotoria de Justiça da Comarca da Capital analisar o caso sob a ótica criminal nem fazer juízo de valor sobre os atos praticados pelo gestor público no âmbito da sua intimidade.

A Polícia Civil disse que não irá se manifestar sobre o caso, que está sob responsabilidade da procuradoria-geral do Ministério Público.

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