Assessor de Moro é investigado por suposta participação em 'rachadinha' na Assembleia Legislativa do Paraná
Rafael Travassos Magalhães, contratado pelo gabinete do ex-juiz suspeito, é citado em uma investigação conduzida pelo Ministério Público do Paraná
247 - O ex-juiz suspeito e senador Sergio Moro (União Brasil-PR) encontra-se no centro de uma polêmica após seu assessor parlamentar, Rafael Travassos Magalhães, ser mencionado em uma investigação conduzida pelo Ministério Público do Paraná (MP-PR). Os primeiros salários de Magalhães, pagos pelo Senado, tornaram-se o ponto de partida para a apuração de suspeitas em um esquema de "rachadinha" ligada ao deputado estadual Ricardo Arruda (PL), com quem Moro já manteve um “intercâmbio “de funcionários.
Segundo a coluna do jornalista Lauro Jardim, de O Globo, “documentos sigilosos da Subprocuradoria Geral de Justiça para Assuntos Jurídicos do MP-PR, órgão que promoveu uma operação contra Arruda na última terça-feira, mencionam que o Coaf identificou ‘operações financeiras suspeitas’ em contas de pessoas que trabalharam para o deputado estadual, entre 2014 e 2019. As transações têm, diz a promotoria, ‘traços característicos’ de ‘rachadinhas’”.
Ainda de acordo com a reportagem, no caso de Magalhães, a investigação aponta que, com base nas informações do Coaf, ele teria efetuado saques em espécie correspondentes a 70% de seu rendimento quando estava lotado na Corregedoria da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep), chefiada por Arruda. As movimentações envolveram valores repetitivos, com indícios de fracionamento, sempre próximos ao final de cada mês.
Além de Magalhães, o Coaf também identificou transações suspeitas entre outros assessores de Arruda, resultando em mandados de busca e apreensão no Paraná e em São Paulo. Questionado sobre Magalhães, o gabinete de Moro afirmou não ter conhecimento de qualquer operação envolvendo o assessor.
“Magalhães não é o único assessor ligado a Moro com eventuais implicações no suposto esquema investigado pelo MP-PR. Lucas Dorini Sabatto, também relacionado à investigação, trabalhou para Arruda na Alep e para Moro, que o contratou por menos de três meses este ano no Senado. Desde julho, Sabatto trabalhava na Secretaria de Justiça e Cidadania do Governo do Paraná. Ele foi demitido após a operação contra Arruda”, destaca o colunista.
