Chefe da PF contradiz Moro e diz que invasão hacker não se deu pelo celular

Versão do delegado Luciano Flores, que comanda a Polícia Federal do Paraná, é de que "a invasão dos celulares não se deu via aparelho, mas foi no sistema do Telegram; já o ministro Sergio Moro insistiu em depoimentos no Senado e na Câmara que seu celular foi invadido recentemente, o que teria dado origem aos vazamentos publicados pelo site The Intercept

(Foto: Eduardo Matysiak)

247 - A versão dada pelo delegado Luciano Flores, que comanda a Superintendência da Polícia Federal no Paraná, para a suposta invasão hacker em celulares de integrantes da Operação Lava Jato é diferente da feita pelo ex-juiz e atual ministro da Justiça, Sérgio Moro, que afirma ter sido uma das vítimas.

Em depoimentos no Senado e na Câmara, Moro afirmou por diversas vezes que seu celular foi alvo de uma invasão hacker recentemente, o que segundo ele teria dado origem aos vazamentos publicados pelo site The Intercept, que comprovam diversas irregularidades cometidas por ele quando era juiz da Lava Jato.

Moro insiste que a divulgação de conversas suas com procuradores da força-tarefa é fruto de um crime e diz não ter mais o conteúdo das mensagens trocadas no ambiente do aplicativo Telegram, pois as apagou. O ministro alega ainda que o conteúdo pode ter sido adulterado pelo suposto hacker, e que por isso não reconhece as mensagens.

Em entrevista ao UOL, o chefe da PF no Paraná, questionado se o fato de os procuradores não entregarem seus celulares não atrapalharia as investigações sobre a invasão hacker, respondeu: "Não há necessidade de perícia. A invasão dos celulares não se deu via aparelho, mas foi no sistema do Telegram [aplicativo de mensagens]. Fazer uma perícia nos telefones seria um trabalho improdutivo".

Flores disse ainda que "foram instaurados inquéritos para apurar a invasão criminosa de telefones de procuradores e juízes que atuaram na Lava Jato. A PF vem desenvolvendo investigações neste sentido". 

Mas que não vê problemas no conteúdo que foi divulgado até hoje por Intercept, Folha de S.Paulo e Veja. "Não vi problema nenhum. Não vi excesso nem nada de anormal".

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