Conferência Antifascista reúne lideranças em Porto Alegre e debate cooperação global contra extrema direita
Evento ocorre até 29 de março e amplia debates sobre geopolítica, Palestina e articulação global
247 - A 1ª Conferência Internacional Antifascista pela Soberania dos Povos começou nesta quinta-feira (26), em Porto Alegre, reunindo lideranças políticas, movimentos sociais e organizações de diversos países para debater estratégias globais de enfrentamento à extrema direita.
O evento, que segue até o este domingo, dia 29 de março, conta com uma programação extensa, incluindo conferências, mesas de debate e atividades autogestionadas. A proposta é promover a articulação entre diferentes atores políticos e sociais comprometidos com a democracia e a soberania dos povos.
A abertura da conferência teve início com o Fórum de Autoridades Antifascistas e incluiu uma marcha no Largo Glênio Peres, em frente ao Mercado Público, marcando oficialmente o lançamento do encontro internacional.
Durante a conferência, o presidente da Federação Árabe Palestina do Brasil (Fepal), Ualid Rabah, abordou o impacto do conflito na Palestina e fez críticas contundentes ao que classificou como projeto colonial.
Segundo ele, “13% das mortes doenças são mulheres e não por acaso, o primeiro ataque foi uma escola de meninas. não é apenas o esquema Epstein, que são as suas armas".
"É preciso compreender. que o sionismo nasce como virada de chave do colonialismo. Não há nenhum registro anterior de decisão colonial. Sionismo é a primeira ideologia colonial que resolve exterminar toda a população originária”, destacou.
O jornalista Breno Altman também discursou no evento e relacionou o cenário internacional às ações militares no Oriente Médio. “Os povos do mundo devem ser sempre solidários a causa Palestina”, reafirmou.
Já o ativista Thiago Ávila destacou a mobilização internacional e criticou o que definiu como estrutura ideológica do conflito. Segundo ele, a “limpeza étnica, que se estruturou no estado de colonização de apartheid que é regido por uma ideologia racista e supremacista chamada sionismo".
Além das atividades principais, a conferência também abre espaço para iniciativas autogestionadas, permitindo que militantes, coletivos e organizações realizem workshops, rodas de conversa, lançamentos e experiências formativas ao longo do encontro.