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CPI dos Pedágios não terá quebra de sigilos

O presidente da CPI do Pedágio, deputado Nelson Luersen (PDT), afirmou que não vê motivos para pedir a quebra dos sigilos fiscal, telefônico e bancários das concessionárias que exploram 27 praças de pedágio nas rodovias do estado; curiosamente, o governo do estado fala em criar mais quatro praças de pedágio no trecho da PR-323 entre Maringá e Guaíra

O presidente da CPI do Pedágio, deputado Nelson Luersen (PDT), afirmou que não vê motivos para pedir a quebra dos sigilos fiscal, telefônico e bancários das concessionárias que exploram 27 praças de pedágio nas rodovias do estado; curiosamente, o governo do estado fala em criar mais quatro praças de pedágio no trecho da PR-323 entre Maringá e Guaíra (Foto: Leonardo Lucena)

Blog do Esmael - O presidente da CPI do Pedágio, deputado Nelson Luersen (PDT), afirmou que não vê motivos para pedir a quebra dos sigilos fiscal, telefônico e bancários das concessionárias que exploram 27 praças de pedágio nas rodovias do estado.
Na vida real, bem debaixo do nariz dos xerifes dessa comissão de "investigação", o governo do estado fala em criar mais quatro praças de pedágio no trecho da PR-323 entre Maringá e Guaíra (clique aqui).

Paralelamente, nos bastidores, prepare-se uma grande pizza para o final do ano. Funcionaria mais ou menos assim, segundo um parlamentar em dieta sem massas.

Ao final, a CPI irá aparecer dizendo que graças a seu trabalho conseguiu "baixar" o preço das tarifas. O governo Beto Richa (PSDB) cantará que a "negociação" venceu a "truculência" do passado, blá, blá, blá.

Só pode se dizer séria uma CPI que apresente em seu relatório final a proposta de encampação pelo Estado a administração de suas estradas, haja vista que entidades técnicas denunciam que as pedagiadoras ficaram 15 anos roubando os paranaenses (clique aqui para relembrar).

Resumo da ópera: tem tudo para a história se repetir neste dezembro de 2013; a exemplo do que ocorreu na gestão Jaime Lerner, em 1998, reduz-se o valor do pedágio para depois recuperá-lo com juros e correção monetária; quem paga o pato, é claro, somos nós os usuários das rodovias.