"Dallagnol foi um instrumento do entreguismo no Brasil", diz Requião

Para o ex-senador Roberto Requião, Dallagnol deixou a Lava Jato como parte de um acordo para evitar ser punido pelo CNMP e, ao mesmo tempo, aliviar a pressão sobre a Lava Jato. "É um típico acordo para não ser escrachado, humilhado com uma punição"

Roberto Requião e Deltan Dallagnol
Roberto Requião e Deltan Dallagnol (Foto: Agência Brasil)
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247 - O ex-senador Roberto Requião comentou na TV 247 a saída do procurador da República Deltan Dallagnol da chefia da força-tarefa da Lava Jato. Para o senador, o adeus de Dallagnol foi um acordo para que o procurador não fosse punido pelo Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) e, por outro lado, aliviasse a pressão sobre a operação.

"Ele não foi punido, arquivaram aquelas denúncias seríssimas contra ele, mas ele voltou à Curitiba e disse que vai sair do comando da Lava Jato para cuidar da filha. É um típico acordo para não ser escrachado, humilhado com uma punição. Eu acho até que é uma boa solução", afirmou.

Para o ex-parlamentar, não é possível comparar Dallagnol ao ex-juiz Sergio Moro. Moro, segundo Requião, foi um instrumento do entreguismo ligado aos interesses dos Estados Unidos, enquanto Dallagnol viu na lava Jato uma oportunidade para enriquecer e ganhar notoriedade às custas do País. "O Deltan foi um instrumento do entreguismo no Brasil, de direita ele é, agora aquela moralidade que ele estampa não existe. Acho que a gente percebeu isso quando ele comprou residências, apartamentinhos do Minha Casa Minha Vida para vender no mercado, tirando a oportunidade de uma pessoa pobre poder, pelo baixo valor inicial, ter acesso à sua moradia. Eu não comparo o Deltan ao Sergio [Moro], o Sergio foi um instrumento do entreguismo, instrumento ligado à CIA, aos Estados Unidos. O Deltan não, o Deltan se fascinou com as possibilidades econômicas, mas ele é de direita, só que não é entreguista".

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