Delator: R$ 4,3 mi do Fisco foram para reeleição de Richa

No documento apresentado pelo Gaeco à Justiça, que resultou na decretação da prisão de 68 pessoas, aparece um longo trecho da delação premiada de Luiz Antônio Souza, em que ele detalha a operação que resultou na arrecadação ilegal de R$ 4,3 milhões de delegacias da Receita Estadual para a campanha à reeleição do governador Beto Richa (PSDB); de acordo com o delator, Márcio Albuquerque de Lima, ex-inspetor geral da Receita, entregava pessoalmente o dinheiro para Luiz Abi Antoun, primo de Richa; Souza disse ainda que Abi sabia que a origem do dinheiro era ilícita; PSDB nega que tenha usado dinheiro ilício na campanha

No documento apresentado pelo Gaeco à Justiça, que resultou na decretação da prisão de 68 pessoas, aparece um longo trecho da delação premiada de Luiz Antônio Souza, em que ele detalha a operação que resultou na arrecadação ilegal de R$ 4,3 milhões de delegacias da Receita Estadual para a campanha à reeleição do governador Beto Richa (PSDB); de acordo com o delator, Márcio Albuquerque de Lima, ex-inspetor geral da Receita, entregava pessoalmente o dinheiro para Luiz Abi Antoun, primo de Richa; Souza disse ainda que Abi sabia que a origem do dinheiro era ilícita; PSDB nega que tenha usado dinheiro ilício na campanha
No documento apresentado pelo Gaeco à Justiça, que resultou na decretação da prisão de 68 pessoas, aparece um longo trecho da delação premiada de Luiz Antônio Souza, em que ele detalha a operação que resultou na arrecadação ilegal de R$ 4,3 milhões de delegacias da Receita Estadual para a campanha à reeleição do governador Beto Richa (PSDB); de acordo com o delator, Márcio Albuquerque de Lima, ex-inspetor geral da Receita, entregava pessoalmente o dinheiro para Luiz Abi Antoun, primo de Richa; Souza disse ainda que Abi sabia que a origem do dinheiro era ilícita; PSDB nega que tenha usado dinheiro ilício na campanha (Foto: Aquiles Lins)
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Paraná 247 - No documento apresentado pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) à Justiça, que resultou na decretação da prisão de 68 pessoas, aparece um longo trecho da delação premiada de Luiz Antônio Souza, preso em fase anterior da Operação Publicano e que se tornou colaborador da Justiça. Segundo Souza, podem ter sido usados até R$ 4,3 milhões ilícitos na campanha à reeleição do governador Beto Richa (PSDB).

Segundo a delação de Luiz Souza, que foi inspetor regional de fiscalização da Receita Estadual, o esquema teria envolvido pelo menos sete delegacias do Fisco. Souza afirma que ouviu de Márcio Albuquerque de Lima, à época inspetor-geral da Receita, que Luiz Abi Antoun, primo do governador Beto Richa (PSDB) e apontado como "eminência parda do governo", teria em 2014 a expectativa de conseguir R$ 1 milhão para a campanha na Delegacia de Londrina. Nessa versão, a delegacia da Receita de Curitiba teria sido incumbida de arrecadar R$ 2 milhões.

"Com relação às demais delegacias (sendo certo que isso inclui as Delegacias Regionais de Maringá, Umuarama, Cascavel, Foz do Iguaçu e Ponta Grossa), o compromisso era de que a própria IGF (Inspetoria Geral de Fiscalização) repassaria diretamente para Luiz Abi R$ 300.000 mensais, por cinco meses, que seriam recolhidos pela IGF dessas delegacias", diz documento do Gaeco, citando a delação de Souza.

De acordo com o delator, os R$ 4,3 milhões seriam formados por R$ 2 milhões de Curitiba, R$ 800 mil de Londrina e R$ 1,5 milhão das demais delegacias. Na versão de Souza, Márcio Albuquer de Lima entregava pessoalmente o dinheiro para Luiz Abi, em Londrina ou em Curitiba. Ele disse ainda que Abi sabia que a origem do dinheiro era ilícita.

O PSDB nega que tenha usado dinheiro ilício na campanha. De acordo com o partido, a campanha registrou todas as receitas e teve suas contas aprovadas pela Justiça Eleitoral. O PSDB também afirma que a arrecadação era integralmente feita pelo comitê financeiro da campanha, do qual Luiz Abi jamais participou. No total, a campanha de Richa à reeleição registrou receitas de R$ 26 milhões.

Leia mais em reportagem do Gazeta do Povo. 

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