Deputados rebatem Ratinho Jr: 'traidor do Paraná é quem vende a Copel'
Requião Filho e Arilson Chiorato contestaram o governador, que classificou de "irresponsável" a decisão judicial que suspendeu a licença da ponte de Guaratuba
247 - Os deputados estaduais Requião Filho e Arilson Chiorato, líder e vice-líder da Oposição na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep), rebateram declarações do governador Ratinho Jr. nessa terça-feira (3), de que a suspensão pela Justiça Federal da licença ambiental para construção da Ponte de Guaratuba, no litoral do Estado, foi uma decisão “irresponsável” e de “traidores do Paraná”. “Decisão irresponsável é vender a Copel, é privatizar a Sanepar, é defender o pedágio. Traidor do Paraná é quem entrega nosso patrimônio, quem liquida nossas empresas estratégicas. Traidores do Paraná são aqueles que mentem descaradamente na propaganda da televisão, quando a realidade do Estado é outra”, rebateu o deputado Requião Filho.
Para o parlamentar, a “perseguição” contra o Paraná existe apenas na cabeça do governador, que se ancora nesse argumento, ao ser contestado na Justiça. “Acusações pesadas foram feitas, de que outros Estados estariam interessados, que ONGs estariam mancomunadas, uma síndrome de perseguição, quase uma paranoia. Não tem perseguição, o que se busca é transparência, concorrência. As coisas feitas no atropelo, no escuro e com pressa, precisam ser esclarecidas. O problema não é fazer ou não a ponte. É como fazer. Como licitar, quem irá fazer. A ponte é boa, necessária, mas não é apenas a ponte. Temos que discutir acessos, desvios, duplicações. Precisamos de um bom projeto”, afirmou Requião Filho.
Da mesma forma, Arilson Chiorato criticou a pressa do governo do Estado em relação a ponte, atropelando prazos e não cumprindo o que determina a legislação. “A Copel foi privatizada em regime de urgência, a Copel Telecom foi vendida em regime de urgência, reformas foram aprovadas em regime de urgência. Toda vez é um atropelo para driblar o sistema jurídico. E quando vem uma decisão de que não foi cumprida determinada etapa jurídica, que não foi feita uma consulta publica que é necessária, ele acusa de traidor. Traidor é quem gravou vídeo na campanha dizendo que não ia vender a Copel e depois vendeu. Eu sou a favor da ponte, desde que tenha o impacto ambiental correto, que tenha a infraestrutura logística, e que a população seja consultada”.
