Executivos presos na Lava Jato negam cartel na Petrobras

Teor dos depoimentos de dirigentes das construtoras Queiroz Galvão e Engevix, feitos no fim de semana, foram divulgados nesta segunda-feira pela Justiça Federal do Paraná; eles negaram ter conhecido de acordo entre empresas para dividir a execução de projetos da estatal e o pagamento de propina e executivos da companhia e a partidos políticos

Teor dos depoimentos de dirigentes das construtoras Queiroz Galvão e Engevix, feitos no fim de semana, foram divulgados nesta segunda-feira pela Justiça Federal do Paraná; eles negaram ter conhecido de acordo entre empresas para dividir a execução de projetos da estatal e o pagamento de propina e executivos da companhia e a partidos políticos
Teor dos depoimentos de dirigentes das construtoras Queiroz Galvão e Engevix, feitos no fim de semana, foram divulgados nesta segunda-feira pela Justiça Federal do Paraná; eles negaram ter conhecido de acordo entre empresas para dividir a execução de projetos da estatal e o pagamento de propina e executivos da companhia e a partidos políticos (Foto: Gisele Federicce)

247 – Dirigentes de empreiteiras envolvidas na Operação Lava Jato presos na última sexta-feira 14 negaram, em depoimentos à Polícia Federal do Paraná no sábado e no domingo, que houvesse cartel entre construtoras para dividir a execução de projetos da Petrobras e ainda o pagamento de propina a executivos da estatal e a políticos.

Falaram à polícia no fim de semana o diretor-executivo da Queiroz Galvão Othon Zanoide, o ex-presidente da empresa Ildefonso Colares Filho, o diretor técnico da Engevix, Carlos Eduardo Strauch Albero, e o diretor de contratos da Engevix, Newton Prado. O teor dos depoimentos foi divulgado nesta segunda-feira 17.

Zanoide afirmou que a Queiroz Galvão jamais pagou suborno a qualquer diretor da Petrobras. O ex-presidente da construtora Colares Filho foi na mesma linha: "Se existia, ela [a Queiroz Galvão] não participava", assegurou. "Eu desconheço o 'clube'. Isso não existe", acrescentou.

Questionado se tinha conhecimento sobre o esquema de pagamento, pelas empreiteiras, de 3% de cada contrato em propina para execução de projetos da Petrobras, o diretor de Contratos da Engevix, Alberto, também negou. "A minha atuação na empresa começa a partir de quando o contrato está na casa [...] Não tenho conhecimento da existência desses 3%", declarou.

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