Gleisi: STF não pode mais esperar para julgar suspeição de Moro

"É impossível esperar mais pelo julgamento da suspeição de Moro, com as descobertas da defesa de Lula nos arquivos da Vaza Jato", afirmou a presidente nacional do PT, deputada federal Gleisi Hoffmann (PR)

Ex-presidente Lula, Gleisi Hoffmann e Sérgio Moro
Ex-presidente Lula, Gleisi Hoffmann e Sérgio Moro (Foto: Valter Campanato/Agência Brasil - Stuckert - Divulgação)
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247 - A presidente nacional do PT, deputada federal Gleisi Hoffmann (PR), cobrou do Supremo Tribunal Federal (STF) o julgamento da suspeição de Sérgio Moro, após a defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva obter diálogos do ex-juiz apontando parcialidade dele e de procuradores do Ministério Público Federal (MPF-PR) no âmbito da Operação Lava Jato. 

"É impossível esperar mais pelo julgamento da suspeição de Moro, com as descobertas da defesa de Lula nos arquivos da Vaza Jato. Juiz tramou denúncia c/ procuradores desde o início. Combinaram até delações. Credibilidade da Justiça está nas mãos do STF", disse a parlamentar no Twitter. 

Em uma das mensagens, trocadas em 16 de fevereiro de 2016 e incluída pela defesa de Lula na ação, Moro pergunta ao procurador Deltan Dallagnol se se o MPF-PR tem uma "denúncia sólida o suficiente" - agiu como uma espécie de assistente de acusação. Veja o teor dos diálogos aqui.

Lula foi condenado sem provas no processo do triplex em Guarujá (SP), acusado de ter recebido um apartamento, mas nunca dormiu nem tinha a chave do imóvel. Ao apresentar a denúncia, em setembro de 2016, o procurador Henrique Pozzobon admitiu que não havia "provas cabais" de que o ex-presidente era o proprietário do apartamento. 

De acordo com uma reportagem publicada pelo Intercept Brasil, em 2019, Dallagnol duvidava da existência de provas contra Lula, acusado de ter recebido um apartamento da OAS como propina, mas nunca dormiu nem tinha a chave do imóvel.

Outra publicação revelou, ainda, que procuradores fizeram o possível para impedir entrevista de Lula antes do segundo turno, quando o Supremo Tribunal Federal acatou o pedido de entrevista da Folha de S.Paulo.

Moro recebeu o convite da equipe de Bolsonaro ainda durante a campanha eleitoral de 2018 para ser ministro. Aceitou, mas deixou o cargo em abril do ano passado apontando crime de responsabilidade do seu então chefe. 

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