Já falecido, Janene vira alvo preferido dos delatores da Lava Jato

Ex-deputado federal José Janene (PP-PR), falecido em 2010 em decorrência de problemas cardíacos, é citado com frequência pelos delatores ou nos documentos relativos às investigações; segundo as investigações, Janene teria sido o responsável por indicar Paulo Roberto Costa para a Diretoria de Abastecimento da Petrobras, cuja nomeação permitiu implantar o esquema de desvio e corrupção envolvendo empreiteiros e políticos investigados pela Lava Jato; delatores como o doleiro Alberto Yousseff, além de executivos e donos de empreiteiras, e o próprio Costa citaram Janene como sendo o responsável por montar o esquema na estatal; já a família avalia que as menções ao ex-parlamentar são "estratégicas", já que "morto não fala, não delata"

Ex-deputado federal José Janene (PP-PR), falecido em 2010 em decorrência de problemas cardíacos, é citado com frequência pelos delatores ou nos documentos relativos às investigações; segundo as investigações, Janene teria sido o responsável por indicar Paulo Roberto Costa para a Diretoria de Abastecimento da Petrobras, cuja nomeação permitiu implantar o esquema de desvio e corrupção envolvendo empreiteiros e políticos investigados pela Lava Jato; delatores como o doleiro Alberto Yousseff, além de executivos e donos de empreiteiras, e o próprio Costa citaram Janene como sendo o responsável por montar o esquema na estatal; já a família avalia que as menções ao ex-parlamentar são "estratégicas", já que "morto não fala, não delata"
Ex-deputado federal José Janene (PP-PR), falecido em 2010 em decorrência de problemas cardíacos, é citado com frequência pelos delatores ou nos documentos relativos às investigações; segundo as investigações, Janene teria sido o responsável por indicar Paulo Roberto Costa para a Diretoria de Abastecimento da Petrobras, cuja nomeação permitiu implantar o esquema de desvio e corrupção envolvendo empreiteiros e políticos investigados pela Lava Jato; delatores como o doleiro Alberto Yousseff, além de executivos e donos de empreiteiras, e o próprio Costa citaram Janene como sendo o responsável por montar o esquema na estatal; já a família avalia que as menções ao ex-parlamentar são "estratégicas", já que "morto não fala, não delata" (Foto: Paulo Emílio)

247 - Figura constante nas delações premiadas feitas no âmbito da Operação Lava Jato, o nome do ex-deputado federal José Janene (PP-PR), falecido em 2010 em decorrência de problemas cardíacos, é citado com frequência pelos delatores ou nos documentos relativos às investigações. Segundo as investigações, Janene teria sido o responsável por indicar Paulo Roberto Costa para a Diretoria de Abastecimento da Petrobras. Costa foi o responsável por implantar o esquema de desvio e corrupção envolvendo empreiteiros epolíticos investigados pela Lava Jato.

Delatores como o doleiro Alberto Yousseff e o próprio Paulo Roberto Costa citaram Janene como sendo o responsável por montar o esquema na estatal. Já outros réus citamo nome do ex-deputado como uma forma de minimizar os crimes dos quais são acusados ou de tentar s eisentar da responsabilidade pelos ilícitos.

O executivo da Toyo Setal, Augusto Mendonça, afirmou que pagava propina em razão das constantes ameaças feitas por Janene. O dono da UTC, Ricardo Pessoa, disse sofrer achaques semelhantes. Segundo ele, o pagamento de propina era efetuado diante das aemaças feitas por Janene de que a empreiteira não mais trabalharia com a Petrobras caso o suborno não fosse pago.

O ex-executivo da Mendes Júnior Rogério Cunha de Oliveira disse em seu depoimento à Justiça que os pagamentos feitos eram uma exigência do ex-parlamentar, não havendo margem para acordos.

O nome de Janene, contudo, aparece bem antes da Lava Jato. Na Ação Penal 470, o chamado escândalo do mensalão, João Claudio Genu, ex-assessor do parlamentar, disse ser apenas o "mensageiro" do deputado. Janene era um dos réus na AP470. Genu foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal e voltou a ser alvo da Lava Jato, em uma operação realizada em maio deste ano.

Para a família, as citações e menções utilizadas pelos advogados dos acusados são "estratégicas", já que "morto não fala, não delata".

 

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